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Mulher encontrada morta com contraventor era PM de UPP

Franciene era policial militar (Foto: Reprodução / redes sociais)

A mulher encontrada morta em um hotel com o bicheiro Haylton Carlos Gomes Escafura foi identificada como Franciene de Souza. Ela era policial militar, estava lotada no 23°BPM e estava trabalhando na UPP da Rocinha. O casal foi encontrado morto no hotel Transamérica, na Barra da Tijuca, na Zona Oeste, na madrugada desta quarta-feira (14), de acordo com informações do 31ª BPM.

O crime teria sido cometido por dois homens que usavam capuz. No quarto onde ocorreram as mortes, foram encontradas cápsulas de fuzil e pistola. A família de Haylton esteve no local, mas não quis falar com a imprensa.

Para a polícia, o motivo da execução foi a disputa pelos pontos de venda de máquinas caça-níqueis. De acordo com informações do Tribunal de Justiça, as condições criminais de Haylton eram favoráveis para que ele tivesse o benefício da liberdade condicional.

Franciene estava trabalhando na UPP da Rocinha (Foto: Reprodução / TV Globo)

Haylton é filho do bicheiro José Caruzzo Escafura, o Piruinha, e chegou a ser preso em 2012 por fraudes em máquinas caça-níqueis. A Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap) informou que Escafura encontrava-se em liberdade desde janeiro desse ano.

Por volta das 7h45 desta manhã, a Delegacia de Homicídios estava no local. O Hotel Transamérica afirmou que não vai comentar o caso, mas afirmou que já enviou todas as imagens de câmeras de segurança para a investigação policial.

Moradores do hotel ficaram assustados com a quantidade de disparos durante a madrugada.

Bicheiro foi encontrado morto com mulher em hotel na Barra da Tijuca (Foto: Reprodução)

Bicheiro tinha histórico de idas e vindas da prisão
Haylton era acusado de contrabandear equipamentos eletrônicos para “viciar” máquinas caça-níqueis. Ele também era acusado de chefiar uma quadrilha que importava ilegalmente carros de luxo usados. Artistas e jogadores de futebol eram clientes da agência, que funcionava na Barra da Tijuca, na Zona Oeste.

O contraventor tinha sido condenado a 14 anos de prisão em regime fechado. Em julho de 2015, conseguiu o direito de sair da cadeia e trabalhar durante o dia. Mas foi flagrado descumprindo o benefício com a ajuda de dois agentes penitenciários. Ele também foi flagrado em um churrasco. Depois do caso teve que voltar ao presídio de segurança máxima, em Bangu.

Ano passado, durante o carnaval, ele foi liberado pela justiça para tratar de uma suposta doença no hospital. Na época, o Ministério Público recorreu do benefício e Escafura foi levado de volta para a prisão.

Haylton já respondeu por contrabando, lavagem de dinheiro, crime contra a economia popular e formação de quadrilha. No começo deste ano, ele conseguiu a liberdade condicional. De acordo com a polícia, depois de ser solto, ele retomou na Zona Norte os pontos de jogo do bicho e máquinas caça-níqueis que, durante o tempo em que ficou preso, estavam alugados.

Por G1 Rio

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