sexta-feira , 30 setembro 2016
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Professores municipais de Campo Grande rejeitam proposta de reajuste salarial de 8%

 

Os professores da Reme (Rede Municipal de Ensino) não aceitaram a proposta de reajuste salarial de 8% do prefeito Alcides Bernal (PP) apresentada a eles durante assembleia extraordinária geral da ACP (Sindicato Campo-grandense dos Profissionais da Educação Pública) na manhã desta terça-feira (7). Antes da tomada de decisão, três professores contra e três a favor apresentaram aos demais o porquê deveriam ou não acatar a prerrogativa.

Contrária ao aumento de 8%, a professora de português Evanir Gomes Santos diz que o reajuste não atende os 31% aprovados pela Câmara Municipal no ano passado e aceitar a proposta desvaloriza a classe. “A rejeição da proposta de 8% é o resgate da dignidade dos professores que durante 16 anos trabalharam em senzala”, exclama.

Já a favor, Roseani de Moraes, que ensina Ciências, aponta que Campo Grande está em ascensão econômica e no próximo ano há uma possibilidade de o prefeito fornecer o reajuste além do oferecido este ano. Ela defende que os professores apoiem a prefeitura e acatem o valor ofertado em favor da educação e da qualidade do ensino.

Lei Municipal

No ano passado, os vereadores aprovaram uma lei que equaliza os salários dos professores municipais ao piso nacional, mesmo estes trabalhando 20 horas semanais e não 40 horas como aponta a lei federal.

Foto: Bruno Chaves
Foto: Bruno Chaves

Manisfestações

Apesar de terem parado as atividades escolares hoje para realizar a assembleia extraordinária, os professores não confirmam se vão fazer greve. Na reunião já se discute a possibilidade de manifestações em frente à prefeitura, ainda na data de hoje (7).

 

Por: Mayara Sá e Bruno Chaves / Midiamax

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