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Assassinato de açougueiro pode ser vingança por atentado em presídio

O açougueiro morto na tarde desta quarta-feira (6), no Portal Caiobá, foi identificado como Gyllyan Castilho Ramos, de 33 anos. Com passagens por tráfico de drogas e roubo, a polícia investiga se o crime foi motivado por um desentendimento que aconteceu no Centro Penal Agroindustrial da Gameleira, no ano passado.

O crime aconteceu em frente a uma casa da Rua Rosa Abussafi dos Santos, próximo ao cruzamento com a Jeromyta Maria de Souza.

Até o momento, a polícia trabalha com duas linhas de investigação: envolvimento com facção criminosa e vingança ao desentendimento que terminou em tentativa de homicídio em maio do ano passado, dentro do presídio. Na época, Gyllyan cumpria pena por roubo e foi encontrado desacordado com várias lesões pelo corpo e marca de enforcamento.

Segundo o delegado Giulliano Carvalho Biacio, da 6ª Delegacia de Polícia Civil, os autores estavam em uma motocicleta preta. Apenas um desceu e efetuou os disparos. Testemunhas narraram que mesmo depois de caído, Gyllyan foi baleado pelo suspeito. No corpo foram encontradas 18 perfurações de entra e saída dos tiros.

“Foram apreendidos no local 19 cápsulas e 3 projéteis de pistola 9 milímetros”, detalhou o delegado. Moradores da região ainda afirmaram a polícia que a vítima sofria ameaças constantes, mas a informação não foi confirmada oficialmente.

Gyllyan trabalhava no açougue de um mercado do bairro e estava em liberdade condicional. Antes disso, cumpriu pena por tráfico de drogas e roubo. As passagens pela polícia começaram em 2005, quando foi flagrado em Miranda, dentro de um ônibus, com 53 cápsulas de cocaína do estomago. Pelo crime foi condenado a 3 anos de prisão.

Em 2007 foi preso por assaltar o cobrador de uma funerária no Residencial Oliveira e foi condenado a nove anos e sete meses de prisão no regime fechado. Quando progrediu de regime, já em 2012, foi flagrado tentado entrar com maconha e cocaína dentro da Gameleira. Segundo a investigação, ele estava com poções das drogas presas com fita nas partes íntimas e nas axilas.

Um dos suspeitos já foi identificado e a polícia realiza buscas pela cidade.

Delegado responsável pelo caso, Giulliano Carvalho Biacio (Foto: Paulo Francis)

Delegado responsável pelo caso, Giulliano Carvalho Biacio (Foto: Paulo Francis)

Movimentação da Polícia Militar no local do crime (Foto: Paulo Francis)

Movimentação da Polícia Militar no local do crime (Foto: Paulo Francis)

Por: Geisy Garnes e Aletheya Alves / Campo Grande News

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