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Brumadinho: bombeiros encontram corpo no 300º dia de buscas na área de tragédia

Após 300 dias de buscas, o Corpo de Bombeiros encontrou, nesta quarta-feira (20), mais um corpo na área da tragédia da Vale, em Brumadinho (MG). Segundo os militares, não foi possível identificar o sexo da vítima.

Os trabalhos periciais já começaram para verificar se o caso se trata de uma pessoa ainda não identificada. O último balanço das autoridades aponta que 254 vítimas foram localizadas e reconhecidas, mas 16 pessoas seguem desaparecidas.

Bombeiros encontram corpo em Brumadinhos após 300 dias — Foto: Corpo de Bombeiros/Divulgação

Bombeiros encontram corpo em Brumadinhos após 300 dias — Foto: Corpo de Bombeiros/Divulgação

O local onde o corpo foi encontrado fica a 5,5 km de distância da barragem B1, que se rompeu no dia 25 janeiro. A área fica próxima ao bairro Parque da Cachoeira, uma das localidades atingidas pelo “tsunami” de lama.

Segundo os bombeiros, neste ponto, não havia nenhuma estrutura, e corpo foi levado até lá pelo deslocamento provocado pela pluma de rejeito.

Local onde o corpo foi localizado fica a 5,5 km de distância da barragem B1 — Foto: Corpo de Bombeiros/Divulgação

Local onde o corpo foi localizado fica a 5,5 km de distância da barragem B1 — Foto: Corpo de Bombeiros/Divulgação

300 dias de buscas

A maior operação de resgate já realizada no país chegou ao 300º dia sem interrupções nesta quarta-feira. Segundo o Corpo de Bombeiros, o trabalho de inteligência feito pelos militares para definição de áreas prioritárias foi fundamental na localização de mais esse corpo.

Mais de cem militares trabalham em 20 frentes de trabalho. Eles contam com a ajuda de dois cães farejadores, de um drone e de mais de 170 máquinas.

Identificação

O superintendente de Polícia Técnico-científica da Polícia Civil, Thales Bittencourt de Barcelos, disse, nesta quarta-feira (20), que atualmente o Instituto Médico Legal (IML) de Belo Horizonte tem 103 segmentos de corpos em análise.

De acordo com ele, quanto mais o tempo se passa, mais o trabalho da perícia é dificultado. “As impressões digitais vão se desfazendo. Os ossos começam a sofrer por causa do tempo”, exemplificou Barcelos.

O policial contou ainda que os trabalhos de identificação de corpos e segmentos não têm prazo para terminar e que um sequenciador de DNA auxilia na identificação das vítimas do rompimento da barragem Córrego do Feijão, em Brumadinho.

Por G1 Minas

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