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Câmara libera prefeitura de Campo Grande para vender 18 áreas públicas

Os vereadores de Campo Grande aprovaram nesta quinta-feira (10), projeto de lei que autoriza a prefeitura da Capital a vender 18 áreas. Se sancionado pelo prefeito Marcos Trad (PSD), autor do projeto, o município pode arrecadar pelo menos R $ 7,5 milhões com a venda das áreas públicas.  

O prefeito de Campo Grande pretende usar os recursos arrecadados em obras públicas na cidade, uma das destinos possíveis. “Desta forma, com a alienação dos imóveis, poder-se-á investir em obras de infraestrutura, implementando o desenvolvimento do município, sem prejuízo às estruturas já existentes”, apontou na mensagem.

SEGUNDA TENTATIVA

A venda das áreas só foi aprovada depois da segunda tentativa do município. Na primeira, tentou vender 19 áreas, e não informou uma avaliação de várias delas, conforme informado o Correio do Estado .  

A cobrança por mais transparência pelos vereadores levou o município à aprovação de um novo projeto, aprovado nesta quinta-feira.  

Há áreas em regiões nobres, como os bairros Carandá Bosque e Chácara Cachoeira e o centro da cidade.  

No domingo (6), o secretário de Finanças do município, Pedro Pedrossian Neto, explicou ao Correio do Estado que os recursos arrecadados com a venda dessas 18 áreas, desde que aprovada pela Câmara, vai para uma conta chamada “alienação de bens”. “Esse recurso só pode ser usado para fazer investimentos. Não pode pagar pessoas, fazer custeio da dívida, entre outras coisas ”, detalhou. 

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Essa área na região das Três Barras, próxima à MS-040, é uma das que estão à venda pelo município – Bruno Henrique

ÁREAS E VALORES

Entre as áreas que uma prefeitura pretende vender, a que tem a maior avaliação é uma localizada no Bairro Amambaí, no cruzamento da Avenida Ernesto Geisel com a Rua Marechal Cândido Mariano Rondon. O local, atualmente há um estabelecimento comercial, está avaliado em

R $ 2.284.085,88 e tem uma área de 1,12 mil m².

A segunda área mais bem avaliada é um terreno localizado na Avenida Gunter Hans e na Rua Lúcia Martins Coelho, no Jardim Ouro Verde. O local, de 2,08 mil m², pode abrigar de conjuntos habitacionais a grandes galpões para técnicos comerciais e, segundo o município, pode valer de R $ 844,5 mil a R $ 1 milhão.  

A terceira área com maior avaliação tem 3,1 mil m² e está localizada na região dos bairros Leblon e Coophamat. O parcelamento chama-se Jardim dos Boggi, e a prefeitura disponível o terreno em R $ 925.940,49.  

Um terreno localizado na Rua Joselito, próximo à Avenida Hiroshima, no Carandá Bosque 1, será colocado à venda por R $ 394,8 mil. A região é uma das que passam por uma expansão imobiliária na cidade.  

Também há uma área no cruzamento da Avenida Três Barras com o Anel Viário por R $ 618,6 mil. Ainda há áreas à venda na Vila Planalto, no Santo Antônio, no Jardim Aeroporto, no Atlântico Sul, no Maria Aparecida Pedrossian e no São Bento a valores menores.  

Em relação ao projeto anterior, quando eram 19 áreas colocadas à venda, somente um terreno, localizado no Bairro Zé Pereira, foi excluído da lista.  

CACHOEIRA

A falta de detalhes do primeiro projeto, enviado à Câmara em abril, criou dúvidas em quem realizava a análise. Uma área pública no Bairro Chácara Cachoeira, na Rua Raul Pires Barbosa, de 15,8 m², não aparecia com laudo de avaliação na primeira versão, o que abriu margem para cogitar que um terreno muito maior, avaliado em quase R $ 29 milhões, Está entre os derrotados à venda.

Por: Eduardo Miranda / Correio do Estado

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