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Campanha Natal Sem Fome vai atender famílias em extrema pobreza de MS

Campanha Natal Sem Fome vai atender famílias em extrema pobreza de MS  — Foto: Redes sociais

A campanha nacional Natal Sem Fome terá uma extensão em Mato Grosso do Sul, com a doação de alimentos para famílias em extrema pobreza. Neste ano, a iniciativa realizada pela Ação da Cidadania pretende arrecadar R$ 30 milhões e atender 600 mil famílias em todo o país.

Segundo diretor-executivo da Ação da Cidadania, Rodrigo “Kiko” Afonso, a meta, considerada alta pelos organizadores, foi desenvolvida com base nas últimas ações, que conseguiram bons resultados: “O que faz a gente achar que vai bater o recorde é pelas últimas campanhas da Ação da Cidadania. Houve uma boa resposta da população na ação contra o coronavírus, no Natal Sem Fome no final do ano, e desde o início de 2021, com o Brasil Sem Fome. A expectativa é manter esse ritmo”, explicou.

Segundo o diretor, o brasileiro tende a doar mais em situações de emergência, mas esquece a importância de manter ações permanentes, principalmente no sentido de combater a fome, que tem crescido no Brasil. Estima-se que cerca de 19,1 milhões de brasileiros passam fome no país e 116,8 milhões vivem com algum grau de insegurança alimentar, ou seja, nem sempre tem o suficiente para a sobrevivência.

Em Mato Grosso do Sul, a campanha será coordenada pelo projeto Comitiva Esperança, que surgiu para auxiliar as comunidades ribeirinhas do Pantanal na época das grandes queimadas de 2020. Agora, a iniciativa atuará de forma mais abrangente. “O nosso critério é o de buscar famílias vivendo em situação de extrema pobreza, de preferência as que não são alcançadas por programas sociais, com especial atenção para as áreas rurais. Comunidades ribeirinhas, indígenas e pequenos agricultores do estado inteiro serão alcançados”, explica João Mazini, coordenador da Comitiva Esperança e representante da Ação da Cidadania em MS.

Por enquanto, Mazini não tem informações sobre o número de famílias que serão atendidas pelo Natal Sem Fome: “Vai depender da arrecadação. Por isso, doar e se mobilizar agora é importante”, e ainda acrescentou quanto ao número alto de necessitados:

“Os dados que temos no momento são os empíricos. De um ano para cá, houve uma explosão no número de pedidos de ajuda. E aí nós não estamos falando apenas de insegurança alimentar, mas de relatos de famílias passando fome”.

Ainda de acordo com Mazini, a campanha é apenas um alívio e vai além da arrecadação de alimentos. “É sempre importante lembrar que cesta básica não garante a segurança alimentar de ninguém. Ela representa um alívio imediato para o sofrimento de famílias que estão passando fome. Nós ficamos felizes em ajudar, mas com a sensação de enxugar gelo. Esperamos que ações como essa não cause nas pessoas a impressão de que está tudo bem. Nosso desejo é o de alertar o governo e sociedade para essa mensagem tão dolorida: a fome voltou”, acredita.

Naiane Mesquita

Por G1 MS

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