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Chefe do “Comboio do Cão” procurado desde 2019 é preso na fronteira de MS

Apontado como chefe da facção criminosa “Comboio do Cão”, William Peres Rodrigues, conhecido como “Wilinha”, foi preso nesta sexta-feira (30) em Paranhos, cidade a 469 quilômetros de Campo Grande. “Wilinha” estava sendo procurado pela Polícia Civil do Distrito Federal desde 2019 e acerca de 20 dias o órgão solicitou apoio da corporação no Estado na busca pelo criminoso.

Foto do criminoso que foi divulgada pela polícia em 2019. (Foto: Polícia Civil)
Foto do criminoso que foi divulgada pela polícia em 2019. (Foto: Polícia Civil)

Foi o DIP (Departamento de Inteligência da Polícia Civil) de Mato Grosso do Sul que apontou o local em que “Wilinha” se escondia e o período em que ele estaria na residência.

Nesta sexta-feira (30) ele foi preso em uma ação conjunta que envolveu o SIG (Setor de Inteligência), Garras (Delegacia Especializada de Repressão a Roubo a Banco, Assalto e Sequestro) e policiais do Decor (Departamento de Combate à Corrupção e ao Crime Organizado) do Distrito Federal. O criminoso não reagiu a ação policial.

Contra Rodrigues havia quatro mandados de prisão preventiva expedidos pela justiça do Distrito Federal. Na casa, os policiais acharam uma pistola calibre 9 mm, com carregador estendido e grande quantidade de munições.

Conforme apuração, o grupo utiliza pistolas de grosso calibre, com acessórios que aumentam o poder de fogo, como seletor de rajadas e carregadores estendidos. Parte desse material foi apreendido, com membros da organização, em janeiro deste ano.

A investigação aponta ainda que Wilian Peres Rodrigues passou por algumas cidades do Brasil até se estabelecer na fronteira entre Brasil e Paraguai. A suspeita é de que, de lá, ele enviava drogas e armas para o grupo, no Distrito Federal. A organização criminosa a qual o criminoso faz parte é responsável por diversos homicídios, tráfico de drogas e de armas, além de lavagem de dinheiro.

"Wilinha" dentro da viatura da Polícia Civil. (Foto: Polícia Civil)
“Wilinha” dentro da viatura da Polícia Civil. (Foto: Polícia Civil)

Por Adriano Fernandes / Campo Grande News

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