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Colisão entre helicópteros mata 13 militares franceses no Mali


O presidente francês presta homenagem a militares mortos em acidente no Mali na segunda-feira (25). — Foto: Reprodução/Twitter Florence Parly

O governo francês anunciou, na manhã desta terça-feira (26), a morte de 13 militares franceses em um acidente envolvendo dois helicópteros no Mali, na noite de segunda (25).

“Seis oficiais, seis suboficiais e um comandante foram mortos na operação e pela França no duro combate contra o terrorismo no Sahel”, diz o comunicado oficial do governo francês, segundo a RFI, em referência à vasta região no norte da África.

As mortes são as maiores perdas francesas desde que o país começou a atuar no Sahel, em 2013. Desde aquele ano, ao menos 44 militares franceses morreram na região.

O presidente Emmanuel Macron ressaltou a “coragem” dos soldados “mortos pela França”. No Twitter, ele afirmou que os militares estavam em uma operação de combate a terroristas.

“Esses 13 heróis não tinham outro objetivo a não ser nos proteger”, disse. “Eu me curvo à dor de seus entes queridos e camaradas”.

O acidente aconteceu durante uma operação na região de Liptako, na fronteira do Mali com o Níger. Os dois helicópteros, um Cougar de transporte de soldados e um Tigre, usado em ataques, voavam em baixa altitude, dando suporte a tropas francesas no solo que perseguiam terroristas em uma caminhonete e motocicletas.

Ninguém a bordo dos helicópteros sobreviveu. A ministra da Defesa francesa, Florence Parly, disse que uma investigação foi aberta sobre o acidente.

13 militares franceses morreram em acidente no Mali na noite de segunda-feira (25). — Foto: G1

13 militares franceses morreram em acidente no Mali na noite de segunda-feira (25). — Foto: G1

“Treze soldados morreram pela França durante uma operação contra terroristas no Mali. Todos os meus pensamentos vão para suas famílias, para seus irmãos de armas”, escreveu Parly no Twitter. “Toda a França está enlutada, eu me curvo com dor e respeito ao compromisso deles [soldados]”.

A ministra também publicou uma foto em que Macron aparece prestando homenagem aos soldados mortos, com a legenda “mortos pela França. Não esqueceremos jamais.”

O primeiro-ministro francês, Édouard Philippe, também lamentou as mortes no Twitter. “Treze dos nossos morreram em sua missão contra terroristas islâmicos no Sahel. Penso em suas famílias, parentes, irmãos de armas. A esses heróis mortos por seu país, todos devemos nossa infinita gratidão”, escreveu.

Ambas as regiões de Liptako, perto da fronteira com o Níger, e de Gourma, próxima à fronteira com Burkina Faso, se tornaram pontos estratégicos de travessia para grupos extremistas por serem pouco guarnecidas, escreveu o Instituto Internacional de Estudos Estratégicos no mês passado, segundo a Associated Press.

A França começou a operar na área de Liptako em 2017. Neste ano, construiu uma nova base em Gossi, na região de Gourma, de acordo com o Instituto.

A operação francesa na África Ocidental e Central é sua maior missão militar no exterior e envolve 4,5 mil pessoas. A França interveio no Mali pela primeira vez em 2013, depois que extremistas tomaram controle de cidades importantes e implementaram uma versão mais dura da lei islâmica.

Na foto, tirada em julho de 2019, um soldado francês monta guarda em frente a um helicóptero militar em Ndaki, no Mali. — Foto: Benoit Tessier/Reuters

Na foto, tirada em julho de 2019, um soldado francês monta guarda em frente a um helicóptero militar em Ndaki, no Mali. — Foto: Benoit Tessier/Reuters

Os terroristas foram forçados a voltar ao deserto, onde se reorganizaram, afirmou a Associated Press. Uma nova onda de ataques extremistas no país já matou mais de 100 soldados locais nos últimos dois meses.

O Estado Islâmico reivindica responsabilidade com frequência pelos ataques. Antes de morrer, no final de outubro, o líder do grupo, Abu Bakr al-Baghdadi, parabenizou “irmãos” no Mali e no vizinho Burkina Faso por prometer lealdade.

A região é uma frente emergente na luta contra o grupo e outros extremistas, incluindo os ligados à Al-Qaeda, afirmam os Estados Unidos.

Por G1

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