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Com ‘epidemia de atestados’, Campo Grande estuda criar superintendência sobre saúde mental de servidor

Campo Grande vista de cima; imagem ilustrativa. (Foto: Marcos Ermínio)

Campo Grande já afastou pelo menos 3,5 mil servidores municipais desde 2019 por atestado psicológico. A informação é do secretário de Gestão do município, Agenor Matiello – ele afirmou que estuda criar uma subsecretaria específica para cuidar da saúde mental do funcionário público.

“Alguns destes já devem estar voltando, se concluído o tratamento”, explicou. Além deste número, outros 2,7 mil foram colocados em home office por causa da pandemia de coronavírus – em agosto passado eram 2.378.

Neste caso, os servidores se enquadram no grupo de risco da doença, têm mais de 60 anos ou possui comorbidades que podem fragilizar a saúde. Mas, seguem trabalhando de casa, diferente do primeiro grupo em tratamento.

De acordo com o secretário, já há um comitê junto com a Sesau (Secretaria Municipal de Saúde) e Semed (Secretaria Municipal de Educação), uma vez que profissionais de educação compõem parte dos atestados, para monitorar os servidores que precisaram abrir mão das funções momentaneamente, enquanto fazem tratamento.

Ainda, atualmente, estão sendo criados mecanismos para criação de uma superintendência específica para cuidado com a saúde mental de quem trabalha no serviço público municipal. “Sempre existem [atestados psicológicos]. Então estamos montando uma estrutura, a ideia é criar a superintendência para cuidar só disso”. No total, a Prefeitura de Campo Grande tem 27 mil servidores e os quase 3,5 mil afastados representa número considerável.

Home office

Decreto publicado no fim de fevereiro permite ao servidor, mesmo em grupo de risco, voltar ao trabalho presencial, se assim preferir e sob assinatura de termo de responsabilidade. Desde então, de acordo com o secretário de Gestão, já retornaram cerca de 700.

“Algumas secretarias já tiveram retorno de 8, 10, 15 pessoas. Hoje deve ter baixado para 2 mil mais ou menos [os que estão trabalhando de casa]. São servidores enquadrados no decreto, mas que hoje permite que eles permaneçam em home office ou presencial”.

Por: Mayara Bueno / Midiamax

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