sexta-feira , 17 janeiro 2020
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Criança com morte encefálica foi jogada na rua por 2 vezes como ‘uma boneca de pano’, diz testemunha


Suspeito de arremessar a criança no chão foi detido e agredido por populares até a chegada da Guarda Municipal; Na imagem, ele aparece caido em frente a viatura — Foto: Guarda Municipal de CG/Reprodução

A menina de 3 anos, diagnosticada com morte encefálica em Campo Grande após ser ferida por um homem de 34 anos, foi jogada na rua por duas vezes como se fosse uma boneca de pano. Ao G1 a delegada Marília de Brito, responsável pelas investigações, disse que 5 pessoas foram ouvidas até o momento, entre elas uma testemunha ocular que ressaltou o momento do crime.

“A testemunha falou que ele [agressor] pegou a menina como se ela fosse uma boneca de pano, pegando-a pela perna e batendo a cabeça dela no chão, parecendo que estava dando uma martelada. Ele repetiu a ação mais de uma vez e a pessoa inclusive visualizou o momento do segundo golpe. Depois do primeiro, a mãe gritou e essa testemunha ajudou no socorro”, comentou a delegada.

Conforme a polícia, essa testemunha passava de bicicleta no bairro Moreninhas, quando flagrou as agressões. “Ele também viu o homem fugindo e já correu atrás para ajudar na detenção dele. Outra testemunha que também ajudou no socorro deve vir prestar depoimento hoje. Nós também ouvimos os guardas municipais que atenderam a ocorrência, a mãe da vítima e a mãe do agressor”, explicou Brito.

Mãe do agressor diz que ele é agressivo

No depoimento, a mãe do agressor falou que o filho é agressivo e por este motivo ela alugou uma casa para ele morar sozinho. No entanto, na investigação policial, consta que o suspeito é interditado há 7 anos e possui “delírios repentinos e esquizofrenia”.

“A mãe disse que ele era agressivo e por isso alugou a casa. Só que, a partir do momento em que alguém está com a tutela de uma pessoa, deve se responsabilizar, não de forma global, mas sim cuidar, tratar e acompanhar as atitudes desta pessoa. Existe sim a possibilidade da mãe ser responsabilizada por algo, já que o Código Penal, no artigo 13, fala dos crimes praticados pela omissão”, argumentou a delegada.

O caso foi registrado na Delegacia Especializada de Proteção à Criança e o Adolescente (Depca) como tentativa de homicídio qualificado.

Entenda o caso

Segundo o registro policial a mãe saiu de casa, na tarde de quarta-feira (11), acompanhada do filho de 2 meses, a vítima de 3 anos e outra criança de 5 anos. Ela seguida para o posto de saúde onde pretendia vacina o bebê.

Na mesma rua vinha o suspeito. Ele foi preso logo após o crime e teve a prisão convertida em preventiva. “Agora estamos aguardando a conclusão dos laudos, que devem apontar o motivo da situação gravíssima em que ela se encontra”, finalizou.

Por Graziela Rezende, G1 MS

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