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“Ela me mandou mensagem: Não encontrei meu filho mais em vida”, conta vizinha que presenciou incêndio em tapeçaria

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Foto: Bruno Henrique

“ÀS 22h59min, ela me mandou mensagem: Não encontrei meu filho mais em vida”, conta a despachante Maria Lúcia da Silva de Campos, 50 anos, que recebeu mensagem da mãe de Lucas Correia Queiroz, de 21 anos, que foi encontrado morto durante incêndio em uma tapeçaria de Campo Grande, na terça-feira (23), por volta das 16h.

A Casa do Tapeceiro fica localizada na rua Barão do Rio Branco, bairro Amambai.

O corpo de Lucas foi encontrado no mezanino, após 6h30min de buscas.

Maria Lúcia conta que no primeiro momento ouviu a explosão e logo já foi ver o que havia acontecido.

“No momento em que eu ouvi a explosão, eu já me desloquei, a fumaça já tomou conta e eu já me desloquei de imediato para cá e já vi o menino [Eduardo] ali desesperado, ligando no celular do amigo [Lucas], aí ele saiu correndo de lá pra entrar aqui dentro, eu segurei pela roupa”, descreveu com detalhes.

“Ele queria salvar o amigo, e a gente permaneceu por volta das 19h30min. Fomos por trás do hotel, porque ele achava que o amigo poderia ter subido. Danos depois a gente repõe, mas a vida a gente não consegue repor”, acrescentou.

A vizinha conta que já comprou vários materiais com Lucas e que ele conhecia todos os acessos da loja, mas acredita que as explosões dificultaram o acesso até saída.

“Cada explosão daquela, o fogo aumentava mais. Por isso que eu acho que o Lucas não deu conta. O Lucas conhece essa loja de ponta a ponta, tem dois anos praticamente que ele conhece essa loja”, ressaltou Maria.

Conforme informações do Corpo de Bombeiros, no momento em que as chamas começaram, havia apenas dois funcionários na loja, Lucas e Eduardo, de 28 anos.

Eduardo, que conseguiu sair a tempo, seguiu para a porta da frente e Lucas correu para a parte de dentro.  

“A temperatura atingiu o ápice, onde ficou insustentável lá dentro, o que infelizmente não garantiria, de forma alguma, a possibilidade de vida do jovem que veio a falecer lá dentro”, acrescentou o major do Corpo de Bombeiros, Fábio de Lima.

IRREGULAR

A tapeçaria não tinha certificado de vistoria do Corpo de Bombeiros e nem dispositivos de segurança, segundo o Corpo de Bombeiros.

O Corpo de Bombeiros notificou o local, interditou e autuou o proprietário em 200 Uferms, o equivalente a R$ 8.400.

O laudo da perícia indicando como e quando começou o incêndio, deve ser concluído em 10 dias.

O caso foi registrado como morte a esclarecer.

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Foto: Bruno Henrique

Izabela Cavalcanti

Por Correio do Estado

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