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Em MS, mortes por covid se concentram em diabéticos e hipertensos


Em MS, número de mortes se concentra na faixa etária acima dos 50 anos (Foto/Arquivo: Henrique Kawaminami)
CREDITO: CAMPO GRANDE NEWS

Das 47 mortes em decorrência do novo coronavírus (covid-19) em Mato Grosso do Sul, 23 foram de pacientes portadores de diabetes como comorbidade ou a doença associada a outras causas, principalmente, hipertensão. Estima-se que no Brasil cerca de 13 milhões de pessoas são diabéticas, situação de alerta para suscetibilidade da covid para qualquer faixa etária.

No boletim de mortes pelo novo coronavírus, 16 óbitos são de pessoas que tinham hipertensão associada ao diabetes.  Avaliando as doenças de forma isolada, somente os com hipertensão foram 4 casos e, diabetes, 3.

Isoladamente, há casos de mortes de pessoas com câncer (2), doença renal crônica (2), doença pulmonar (1) e senilidade (1).

Porém, avaliando os casos de mortes de pacientes diabéticos associados à hipertensão e/ou outras doenças, como obesidade, doença renal crônica, doença pulmonar, cardiopatia, esse número chega a 23 dos casos de óbitos.

Estudos do Ministério da Saúde e da Sociedade Brasileira de Diabetes estimam que o diabetes atinja de 13 a 16 milhões de brasileiros, muitos, ainda não diagnosticados. A doença aumentou nas últimas décadas em decorrência de maus hábitos alimentares da população e o sedentarismo.

No Brasil, o Ministério da Saúde avalia que as DCNT (Doenças Crônicas Não Transmissíveis), como diabetes, são responsáveis por mais de 70% das mortes, sendo que o excesso de peso é o maior fator de risco para o aumento da doença.

Dados do Ministério da Saúde indicam o diabetes matou 4,7 mil no Estado entre os anos de 2010 a 2016, conforme (SIM) Sistema de Informações sobre Mortalidade. Outra pesquisa aponta crescimento de 115,7% de casos entre a população masculina, de 2006 para 2017, entre as mulheres, 62,2%.

O infectologista da Fiocruz, Julio Croda, alerta que as comorbidades, independentemente da idade, são os fatores de risco que devem alertar a população de maneira geral.

Embora no Estado as mortes se concentrem em faixa etária acima de 50 anos (pelo menos 39 óbitos), foram registrados pelo menos 4 mortes de pessoas abaixo de 20 a 49 anos. Destas, uma mulher de 27 anos, residente em Dourados, não tinha qualquer doença associada. “Não se pode alimentar a idéia de que a maioria que morre é idoso, que pode sair na rua e não vai acontecer nada”, disse Croda.

Por: Silvia Frias – CREDITO: CAMPO GRANDE NEWS

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