segunda-feira , 21 setembro 2020
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Emha apresenta solução para loteamento condenado em Campo Grande


Crédito: Vanessa Ricarte

Uma equipe da Emha (Agencia Municipal de Habitação) esteve no loteamento Vespasiano Martins, uma das quatro áreas que compõem o reassentamento da antiga comunidade Cidade de Deus, para realizar uma reunião com os moradores.

Segundo a Agência, o objetivo do encontro é propor uma solução segura, rápida e definitiva para as 42 famílias que residem em condições de sub-habitabilidade, já que as casas entregues pela gestão anterior em 2016 foram condenadas após laudo técnico apontar o risco de desabamento das construções disfuncionais é iminente.

O diretor de Administração e Finanças, Cláudio Marques Costa Júnior, e a diretora de Desenvolvimento Social da EMHA, Maria Helena Bughi, estiveram no local para apresentar o projeto e tirar dúvidas quanto ao reassentamento na nova área. O laudo técnico emitido pela empresa Etelo Engenharia de Estruturas constatou em 2018 que, em decorrência do lençol freático aflorante, todas as 42 moradias foram condenadas por apresentarem diversas patologias de construção, mediante uso de técnicas inadequadas para o tipo de solo.

 Solução emergencial

O programa Ação Casa Pronta, parceira entre EMHA, Funsat e governo do Estado, que visa readequar as demais áreas de reassentamento dos moradores da ex-Cidade de Deus, já está em fase final no Bom Retiro e deve atuar agora no José Teruel I e II e Jardim Canguru.

Devido ao risco iminente de desabamento das moradias condenadas do loteamento Vespasiano Martins, a solução proposta aos moradores desta comunidade foi o reassentamento em outra área e construção das novas unidades habitacionais mediante o novo Credihabita, programa da Agência Municipal de Habitação que possibilita a compra de materiais de construção e contratação de assistência técnica especializada (via ATHIS – Assistência Técnica para Habitação de Interesse Social).

 “Apesar de nós chegarmos aqui e apresentarmos essa proposta definitiva, cerca de 30 famílias ainda não assinaram o documento de adesão, o que nos deixa muito preocupados. Apenas 12 das 42 que aqui residem tiveram a consciência de que é preciso deixar o local. Não há mais condições deles permanecerem e não podemos ser coniventes quanto ao risco grave em que todos os moradores daqui estão sujeitos”, diz a diretora de Desenvolvimento Social, Maria Helena Bughi.

O diretor-presidente da EMHA, Enéas Netto, alega que a prefeitura não será omissa em relação a esta situação que ameaça à integridade física dos moradores que insistirem em permanecer no local. “A Agência Municipal de Habitação irá solicitar à Procuradoria Geral do Município para que adote as medidas cabíveis de reintegração de posse da área, já que, os servidores da EMHA foram hostilizados por parte dos moradores. Eles não acreditam ser necessário o reassentamento em outra área”.

Segundo o diretor-presidente, a Agência busca alternativas inteligentes para mudar o cenário atual: “considerando os laudos já chancelados que confirmam a precariedade das casas e o risco que elas oferecem, a EMHA também informará ao Ministério Público as ações que está adotando em face à situação insegura para esta comunidade. Estamos buscando alternativas inteligentes em uma área mais segura, com unidades habitacionais entregues em sua totalidade, com piso e toda infraestrutura em local asfaltado, mas eles se recusam a isso. Portanto, nos limitaremos ao atendimento àqueles que aceitaram o seu reassentamento. Aos demais, irão arcar com as consequências de uma medida em âmbito judicial”, finalizou.

Por Dany Nascimento / Top Midia News

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