sexta-feira , 7 agosto 2020
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Entenda o que é o câncer no cérebro, que matou a cantora Marie Fredriksson do Roxette


Marie Fredriksson morreu aos 61 anos. Foto de 19/03/2011. Foto: PATRIK STOLLARZ / AFP

Vocalista da dupla Roxette , a cantora sueca Marie Fredriksson  morreu aos 61 anos, por causa de um câncer no cérebro . Em 2002, Marie foi diagnosticada com o tumor após desmaiar dentro de casa e desde então lutava contra a doença. O câncer no Sistema Nervoso Central (SNC) envolve o cérebro e a medula espinhal. 

De acordo com Antônio Aversa, chefe da seção de Neurocirurgia do Instituto Nacional do Câncer ( Inca ), os tumores malignos no cérebro são relativamente raros em adultos, correspondendo a cerca de 2,7% dos tipos de câncer, com um discreto aumento da incidência nos idosos. É, entretanto, o segundo tipo de câncer mais comum na infância.

Os tumores que se desenvolvem no cérebro podem ser primários — quando as células cancerígenas são originárias do próprio tecido cerebral — ou secundários — quando ocorre por causa de metástase de outro câncer , como o de mama, pulmão e pele . Os tipos secundários são os mais frequentes.

Pelo fato de não haver exames preventivos para diagnosticar o câncer no cérebro , é preciso ficar atento aos sinais de alerta. Eles podem surgir em momentos iniciais ou avançados do tumor, já que dependem de onde ele está localizado. Os sintomas mais frequentes são: dor de cabeça muito forte que pode estar associada a náuseas e vômitos, crise convulsiva, alterações de equilíbrio, de visão ou de audição, alterações da fala ou da capacidade intelectual (compreensão, raciocínio, escrita, cálculo, reconhecimento de pessoas).

— Se você notou alguns desses sinais, procure um médico. O tratamento precoce é sempre melhor. Não negligencie os sintomas — orienta Carolina Fittipaldi, médica oncologista da Oncoclínicas. 

De acordo com a especialista, a maioria dos diagnósticos ocorrem na emergência, quando os pacientes procuram ajuda médica após uma crise de dor de cabeça muito forte ou por causa de um episódio convulsivo. A lesão é identificadas por exames de imagem como tomografia computadorizada e ressonância magnética com contraste. 

De acordo com o Inca, alguns fatores aumentam a chance de desenvolvimento do câncer cerebral, como exposição a radiação ionizante (profissionais que lidam com raios-X, pessoas que se submetem à radioterapia ou a exames excessivos com radiação) e deficiência do sistema imunológico (que pode ser causada pelo vírus HIV ou pelo uso de medicamentos ou drogas que suprimem o sistema imunológico).

— O tratamento depende muito do tipo de tumor e da localização dele no cérebro. Por ser uma área nobre, às vezes, não se recomenda operar pois a cirurgia pode provocar sequelas que vão prejudicar a qualidade de vida do paciente. Dependendo do resultado da biópsia, determina-se qual planejamento será seguido, se será preciso quimioterapia, radioterapia ou os dois — diz Carolina.

Todo o tratamento é conduzido por uma equipe multidisciplinar, que além do neurocirurgião, inclui oncologista clínico, fisioterapeuta, enfermeiro, fonoaudiólogo e nutricionista, por exemplo. 

Por: Evelin Azevedo / O Globo

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