sexta-feira , 18 setembro 2020
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Estudo confirma resposta imune e segurança de vacina russa contra Covid-19

A vacina contra o coronavírus que está sendo desenvolvida pela Rússia teve o primeiro estudo divulgado referente às fases 1 e 2 dos testes em voluntários. A pesquisa divulgada na revista científica Lancet indicou que o imunizante parece seguro e apresentou capacidade de produzir anticorpos. Além disso, os testes mostram que também não causa efeitos adversos importantes no organismo dos voluntários.

Mesmo com os resultados aparentemente positivos, os pesquisadores alertam que ainda são necessários mais testes para comprovar a eficácia da vacina. Entre eles, os indicadores da fase 3 de testes, que geralmente dura meses e necessitam de milhares de voluntários. A fase 3 da Sputnik V começou há pouco tempo.

Pesquisa

O estudo foi dividido em dois grupo com 38 voluntários cada, e não foram verificados efeitos colaterais sérios até 42 dias depois da aplicação da vacina.

O imunizante utiliza dois vetores de adenovírus, que em geral causa o resfriado comum, de forma enfraquecida. Ou seja, não se replica no organismo e nem causa doenças. Os testes foram realizados entre 18 de junho e 25 de agosto e todos os voluntários desenvolveram anticorpos para o coronavírus.

Uma ressalva da pesquisa é que não houveram voluntários que receberam uma substância inativa, como placebo, nos estudo. Por isso, não foi possível comparar os efeitos de quem recebeu a vacina e de quem não a recebeu. Esse processo de limitação do estudo é necessário e por isso serão necessários mais testes para comprovar por completo a eficácia do imunizante.

Outro teste está em desenvolvimento com mais de 40 mil voluntários e os resultados são esperados entre outubro e novembro. O Ministério da Saúde do país prevê o início da campanha de imunização em pacientes do grupo de risco a partir de outubro.

Durante uma coletiva de imprensa internacional, repórteres brasileiros perguntaram várias vezes sobre uma possível parceria entre os países mas não foram respondidos.

Fonte: Tribuna Jundiai

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