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EUA consideram banir TikTok e outras redes sociais chinesas, diz secretário de Estado


Secretário de Estado dos EUA afirma que governo estuda proibir aplicativo TikTok — Foto: Dado Ruvic/Reuters

O secretário de Estado dos Estados Unidos, Mike Pompeo, afirmou que o país está considerando banir aplicativos de redes sociais chinesas no país, incluindo o TikTok.

A possibilidade foi mencionada pelo secretário durante entrevista à rede Fox News. “Com todo respeito aos aplicativos chineses nos celulares das pessoas, eu posso garantir que nós vamos tomar a decisão acertada”, afirmou Pompeo, responsável pela diplomacia americana.

“Não quero passar na frente do presidente [Donald Trump], mas é algo que estamos considerando”. Pompeo chegou a afirmar que as pessoas só devem baixar o aplicativo “se quiserem suas informações pessoais nas mãos do Partido Comunista Chinês.”

O aplicativo pertence à chinesa ByteDance, mas já afirmou anteriormente que opera de maneira separada e que suas centrais de dados ficam localizadas fora da China, não estando submetidas às leis chinesas.

O TikTok tem registrado um pico de downloads e audiência, se tornando um dos app bastante popular nos últimos anos, inclusive nos EUA. O modelo de publicação de vídeos curtos, bem editados, popularizado pelo app inclusive está sendo copiado pelo Instagram.

Na semana passada, a Índia já havia proibido o TikTok e outros 58 aplicativos chineses de operar no país. Em nota, o app afirmou que, apesar da ordem do governo indiano, a equipe da ByteDance, empresa dona do aplicativo, está trabalhando com o governo na Índia para demonstrar “dedicação à segurança do usuário” e “compromisso com o país”

Em carta ao governo indiano datada de 28 de junho e vista pela agência Reuters na última sexta-feira(3), o presidente-executivo da TikTok, Kevin Mayer, disse que o governo chinês nunca pediu dados de usuários e que a empresa não os entregará se solicitada.

Segundo o governo do país, os aplicativos são “prejudiciais à soberania, integridade e defesa da Índia, segurança do Estado e ordem pública”. A proibição aconteceu depois de um conflito na fronteira entre os Índia e China no início deste mês, no qual 20 militares indianos morreram.

Por G1

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