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Fahd Jamil paga fiança e sai da cadeia de MS para prisão domiciliar com uso de tornozeleira eletrônica

Empresário Fahd Jamil continua preso em Campo Grande — Foto: TV Morena/Reprodução

Acusado de homicídio e de integrar organização criminosa, Fahd Jamil deixou a cadeia, em Campo Grande, na noite de quarta-feira (09). De acordo com os advogados, ele pagou fiança de R$ 990 mil, entregou passaporte e colocou tornozeleira eletrônica, conforme condicionantes da Justiça para concessão da prisão domiciliar.

A Justiça também determinou que Fahd apresentasse nome e dados de identificação dos familiares que pretende receber em casa, bem como de profissionais da saúde que o atende. O empresário está proibido de ter contato com testemunhas e outras pessoas envolvidas na operação Omertá.

A prisão domiciliar atende a pedido da defesa e leva em conta o estado de saúde de Fahd, que seria portador de distúrbio hidroeletrolítico grave. Situação que requer tratamento emergencial em ambiente domiciliar. O quadro foi demonstrado no processo por parecer médico.

O acusado se entregou à polícia em 19 de abril e passou por cirurgia cardíaca no fim de maio.

Acusação

O empresário Fhad Jamil e seu filho, Flávio Correia Jamil Georges, são acusados pelo Ministério Público Estadual (MP-MS) de integrarem organização criminosa que atuava em Ponta Porã e tinha parceria com o grupo criminoso que seria comandado pelos também empresários Jamil Name e Jamil Name Filho, em Campo Grande.

Ele também é réu pela morte do policial civil Anderson Celin Gonçalves da Silva e do servidor estadual apontado como pistoleiro, Alberto Aparecido Roberto Nogueira, o Betão, em 21 de abril de 2016, em Bela Vista.

Grupo criminoso

A ligação entre as duas organizações foi apontada nas investigações da 3ª fase da operação Omertà. De acordo com denúncia apresentada em julho de 2020 e aceita pela Justiça, havia uma grande proximidade entre as duas supostas organizações criminosas.

Os grupos, teriam atuado conjuntamente, em pelo menos dois homicídios, o do pistoleiro Alberto Aparecido Roberto Nogueira, o Betão, e o do ex-chefe da segurança da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul, Ilson Martins Figueiredo, o Figueiredo.

O MP-MS destaca na denúncia, que o grupo liderado por Fahd Jamil, não era o alvo inicial da investigação, mas sua atuação acabou sendo apurada também em razão dos crimes que ligam essa organização a chefiada por Jamil Name, mas precisamente na aquisição e transporte de armas de fogo de grosso calibre (fuzis) e na preparação e execução de homicídios, como o de Figueiredo.

A denúncia aponta que os dois chefes dos supostos grupos criminosos, Jamil Name e Fahd Jamil eram compadres. Destaca que a ligação entre as organizações ficou bem clara logo após a quebra do sigilo bancário de Jamil Name durante outras fases da operação Omertà, quando se constatou que ele pessoalmente ou por meio de sua esposa, fez oito transferências bancárias entre maio de 2016 e junho de 2019 para o filho de Fahd, Flávio Correia Jamil Georges, no montante de R$ 130 mil.

Fahd Jamil, que na denúncia do MP-MS chegou a ser chamado de “Rei da Fronteira” pelo suposto poder que tinha na região, sendo comparado pelos promotores do Ministério Público a um “padrinho da máfia representado nos filmes de gangster” está sendo acusado de integrar organização criminosa armada, corrupção ativa e tráfico de armas de fogo.

Seu filho foi denunciado pelos mesmos crimes e ainda por violação de sigilo funcional. Ele é acusado de ter obtido de policial federal, também denunciado neste processo, informações sigilosas para o grupo.

Por G1 MS e TV Morena

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