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Fiocruz alerta sobre crescimento em MS de síndromes respiratórias

Vacinação, uso de máscara, higiene das mãos e distanciamento ainda são armas importantes na prevenção de doenças respiratórias. (Foto: Paulo Francis/Arquivo)

Boletim divulgado nesta quinta-feira (12), pela Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz), indica uma interrupção da queda e eventual crescimento na pandemia, já que três estados brasileiros, incluindo o Mato Grosso do Sul, apresentaram “sinal de crescimento na tendência de longo prazo” de SRAG (Síndrome Respiratória Aguda Grave).

Ou seja, foi informado que esses lugares podem ter casos em crescimento no longo prazo. No território sul-mato-grossense, o alerta é de um alto crescimento a curto prazo – nas três próximas semanas – e de um crescimento moderado a longo prazo.

É a primeira vez que isso acontece, desde a 12ª semana epidemiológica, referente a 21 e 27 de março. Naquele momento, Mato Grosso do Sul também havia aparecido no monitor da Fiocruz como uma das unidades federativas com sinais de alerta.

A  SRAG é uma “condição clínica” – um conjunto de sintomas e sinais -, que pode ser causada por diversos tipos de vírus, bactérias, dentre outros. Alguns dos sintomas são febre, tosse seca, dor de cabeça, dores musculares e o mais grave: dificuldade para respirar.

A covid-19, doença causada pelo coronavírus, é um dos fatores que pode levar o paciente a apresentar a síndrome. Além dela, o vírus influenza, causador da gripe homônima, também pode entrar no organismo do indivíduo, que, caso tenha complicações, pode vir a apresentar esse quadro clínico.

Em outros momentos, nos quais o Estado teve alta parecida, foi argumentado por autoridades e especialistas de saúde que o número elevado era decorrente do bom trabalho feito pela vigilância sanitária, que fazia o melhor diagnóstico do Brasil, praticamente, em tempo real, diferente de outros estados em que a subnotificação é mais presente.

Crescimento – A análise feita mais recentemente, de 25 a 31 de julho, sugere que o Rio de Janeiro, estado com maior número de casos da variante Delta, e o Acre, também possam apresentar crescimento desse tipo de registro.

Sinais de estabilidade nas próximas semanas e meses foram registrados no Amazonas, Ceará, Distrito Federal, Espírito Santo, Minas Gerais, Pernambuco, Rondônia e Santa Catarina.

São Paulo, Bahia, Sergipe, Paraná e Rio Grande do Sul são os únicos cinco estados que apresentaram sinal de crescimento, apenas na tendência de curto prazo.

No Paraná, Rio Grande do Sul e em São Paulo, foi observado sinal de estabilidade na tendência de longo prazo e sinal moderado de crescimento na tendência de curto prazo. Na Bahia e no Sergipe, observa-se sinal de queda no longo prazo, com sinal moderado de crescimento na tendência de curto prazo.

Capitais – Segundo o documento publicado pela Fiocruz, quatro capitais brasileiras apresentam pequeno sinal de crescimento da pandemia – em uma delas, Campo Grande, foi identificado que os casos possam crescer nas próximas três semanas, mas se estabilizar novamente no longo prazo.

Em Aracaju (SE), Curitiba (PR) e São Paulo (SP), foram identificados indicadores semelhantes ao da Capital.

Florianópolis (SC) registra sinal forte de crescimento na tendência de longo prazo e moderado na de curto prazo. Porto Alegre (RS), Rio Branco (AC) e Rio de Janeiro (RJ) apresentam sinal moderado de crescimento na tendência de longo prazo, mas tanto a capital gaúcha, quanto a fluminense apresentam o mesmo sinal na tendência de curto prazo, enquanto a capital do Acre apresenta estabilidade.

Dez capitais apresentam sinal de estabilização nas tendências de longo e curto prazo. São elas Belém (PA), Belo Horizonte (MG), Plano Piloto de Brasília e arredores (DF), Fortaleza (CE), Goiânia (GO), Macapá (AP), Manaus (AM), Porto Velho (RO), Recife (PE) e Vitória (ES).

Por Guilherme Correia / Campo Grande News

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