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Griezmann explica por que não festejou o gol sobre o Uruguai: “Joguei contra amigos”

Cumprimentos aos montes e um abraço em Godín, capitão da Celeste e padrinho da filha Mia. Griezmann mostrou carinho pelos uruguaios no túnel de acesso ao campo do estádio de Nihzny Novgorod. Dentro do gramado, no entanto, o mais uruguaio dos franceses foi o principal responsável por colocar os “Bleus” na semifinal da Copa do Mundo. Ironia fina na eliminação da Celeste: ele foi eleito o melhor em campo das quartas de final.

Na entrevista coletiva após a partida, Griezmann explicou os motivos por não ter comemorado o gol que marcou, em grotesca falha do goleiro Muslera.

– Não celebrei meu gol porque, quando comecei como profissional, fui apoiado por um uruguaio, que me ensinou o bom e o mau no futebol. Tenho muito respeito pelo Uruguai, e joguei contra amigos. Achei normal não celebrar o gol – explicou Griezmann

– É um time duro, me lembra do meu time. Adoro a cultura uruguaia, adoro os uruguaios e tenho muito respeito por eles – acrescentou o atacante.

Griezmann chuta para marcar o segundo gol da França contra o Uruguai (Foto: REUTERS/Jason Cairnduff)

Houve entreveros entre uruguaios e franceses ao longo dos 90 minutos (Pogba versus Nández, e Suarez contra Mbappé), mas Griezmann não inflamou confrontos. O sentimento de amizade e gratidão aos rivais ficou ainda mais claro após o apito final, quando Griezmann consolou os uruguaios e conversou com Cavani, desfalque determinante para a Celeste.

Assim como na Eurocopa de 2016, o melhor futebol de Griezmann começa a despontar no mata-mata da Copa do Mundo. Depois de marcar contra a Argentina na vitória por 4 a 3, o atacante do Atlético de Madrid decide diante do Uruguai e espera Brasil ou Bélgica na semifinal.

Veja abaixo como foi a coletiva de Griezmann após a vitória sobre o Uruguai:

Por que você não celebrou o gol? E o que significa fazer dois em uma das melhores defesas do mundo?

– Não celebrei meu gol porque quando comecei como profissional, fui apoiado por um uruguaio, que me ensinou o bom e o mau no futebol. Tenho muito respeito pelo Uruguai, e joguei contra amigos. Achei normal não celebrar o gol. Temos um time que pode machucar qualquer defesa. Quando estamos focados no nosso estilo, temos muito a fazer.

Você tem forte ligação com o Uruguai? O que significa ter feito esse gol?

– É um time duro. Me lembra do meu time. Adoro a cultura uruguaia, adoro os uruguaios e tenho muito respeito por eles.

Não foi um jogo brilhante, mas foi o último aqui. O que você achou da atmosfera, do estádio?

– Acho que o estádio estava belo, dentro e fora. Acho que a atmosfera era muito boa. Acho que tivemos campo melhor em outros estádios, mas é ótimo para as quartas de final.

Você disse que o Uruguai tem um estilo parecido com o do Atlético de Madrid. O que pode dizer sobre o da França?

– Não acho que tenhamos um estilo definido. Depende do andamento do jogo. Temos jogadores que sabem se adaptar à partida, dar uma pausa, acelerar. Isso se vê em nosso jogo, e eu tento dar essa pausa ou acelerar o jogo quando tenho a bola e levar o jogo aonde queremos.

Você pode nos explicar a estratégia para vencer o Uruguai?

– Sabíamos que Diego e Giménez eram muito fortes pelo alto, sabíamos que teríamos que lidar com isso. Tentamos ter jogadores fortes e dar problemas na frente. Nosso goleiro fez uma ótima defesa. Sabíamos que não poderíamos aceitar o estilo dele. Tínhamos que ficar confiantes e ditar o jogo.

Por Cahê Mota, Marcelo Hazan e Victor Canedo, Nizhny Novgorod / Globo Esporte

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