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Hackers ligados ao governo do Irã tentaram interferir em campanha presidencial nos EUA, diz Microsoft


Sede da Microsoft em Redmond, Washington — Foto: Ted S. Warren/AP Photo/Arquivo

A Microsoft anunciou nesta sexta-feira (4) que hackers ligados ao governo do Irã tentaram interferir em uma campanha presidencial dos Estados Unidos. Eles também teriam tentado interferir em contas de funcionários da Casa Branca, veículos de imprensa e iranianos que vivem em território norte-americano.

A gigante da tecnologia não detalhou qual campanha presidencial estava na mira dos hackers. Porém, fontes disseram à agência Reuters que eles tentaram interferir na corrida de Donald Trump pela reeleição.

Tanto a Microsoft quanto a coordenação da campanha de Trump disseram que não houve danos às contas dos integrantes da corrida à Casa Branca. O presidente norte-americano não se pronunciou sobre o caso.

Donald Trump participa de comício por reeleição em Greenville, na Carolina do Norte (EUA) — Foto: Kevin Lamarque/Reuters

Donald Trump participa de comício por reeleição em Greenville, na Carolina do Norte (EUA) — Foto: Kevin Lamarque/Reuters

De acordo com a Microsoft, os hackers tentaram invadir 241 contas e obtiveram sucesso em quatro delas. Também não se sabe se houve tentativa de invasão a outras campanhas presidenciais – o Partido Democrata ainda está na fase das candidaturas às primárias.

A Microsoft informou que os hackers iranianos usaram mudanças de senha e outras ferramentas de recuperação de conta para tentar obter informações. Por exemplo:

  • Hackers obtiveram números de telefone dos alvos a espionagem para tentar reabilitar senhas de contas.
  • Hackers tentaram chegar a contas de e-mail secundárias ligadas à Microsoft dessas pessoas para conseguir acesso aos sistemas por mensagens de verificação.

Os ataques ocorreram em um período de 30 dias entre agosto e setembro. Os hackers chegaram a fazer 2,7 mil tentativas de invasão a somente uma pessoa.

Interferência externa em eleições

Donald Trump, presidente dos EUA, fala a jornalistas sobre acusações de conluio com a Rússia — Foto: Leah Millis/Reuters

Donald Trump, presidente dos EUA, fala a jornalistas sobre acusações de conluio com a Rússia — Foto: Leah Millis/Reuters

Após denúncias de suposta interferência da Rússia na campanha de Hillary Clinton à presidência em 2016 – que levou a uma investigação que colocou aliados de Trump no banco dos réus –, funcionários da inteligência norte-americana estão em alerta pelo risco de mais hackers tentarem invadir sistemas de campanhas para 2020.

De acordo com a agência Associated Press, hackers estrangeiros atuam há anos contra o sistema político dos EUA. A investigação liderada por Robert Mueller concluiu que não houve crime de Trump no caso da interferência russa, mas há preocupação de que outros países tentem fazer a mesma coisa.

A Casa Branca teme que o Irã tente minar a candidatura de Donald Trump à reeleição, sobretudo depois que os EUA se retiraram do acordo nuclear e com o acirramento da crise no Oriente Médio.

Por G1

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