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Incêndio em hospital de Bagdá deixa 82 mortos e 110 feridos

Homens se reúnem, neste domingo (25), em funeral de vítima de incêndio em um hospital de Bagdá, no Iraque, no dia 24. Dezenas de pessoas morreram. — Foto: Thaier Al-Sudani/Reuters

O Ministério do Interior do Iraque informou, neste domingo (25), que 82 pessoas morreram e 110 ficaram feridas no incêndio que atingiu um hospital de Bagdá no sábado.

Entre os mortos estavam pelo menos 28 pacientes intubados com Covid-19, segundo o porta-voz da Comissão de Direitos Humanos independente do país, Ali al-Bayati. A comissão é um órgão semioficial.

Bombeiros correram para combater as chamas que tomaram o segundo andar do hospital. Equipes de defesa civil apagaram as chamas até as primeiras horas da manhã deste domingo (25), disse a Associated Press. O Ministério da Saúde afirmou que pelo menos 200 pessoas foram resgatadas do local.

Negligência

O hospital, o Ibh al-Khatib, atende pacientes com casos graves de Covid-19. Segundo a agência de notícias Associated Press, a causa do incêndio foi atribuída a uma negligência por parte das autoridades do hospital. Relatos iniciais sugerem que o fogo começou quando um cilindro de oxigênio explodiu em uma enfermaria de terapia intensiva.

Em resposta ao incêndio, o primeiro-ministro iraquiano, Mustafa al-Kadhimi, demitiu o diretor-geral do Departamento de Saúde de Bagdá na área de al-Rusafa, onde o hospital está localizado. O diretor do hospital também foi demitido, além do diretor de engenharia e manutenção, segundo nota do Ministério da Saúde e de seu gabinete.

Depois que o incêndio começou, Al-Khadhimi realizou uma reunião de emergência na sede do Comando de Operações de Bagdá, que coordena as forças de segurança iraquianas, de acordo com um comunicado em sua conta no Twitter.

Na reunião, ele disse que o incidente foi negligência.

“A negligência em tais questões não é um erro, mas um crime pelo qual todas as partes negligentes devem ser responsabilizadas”, disse ele. Ele deu às autoridades iraquianas 24 horas para apresentar os resultados de uma investigação.

A enviada da Organização das Nações Unidas (ONU) ao Iraque, Jeannine Hennis-Plasschaert, expressou “choque e dor” sobre o incidente em um comunicado e pediu medidas de proteção mais fortes nos hospitais.

O incêndio ocorreu em meio à segunda onda da pandemia no Iraque. Os casos diários de Covid estão em torno de 8 mil – o maior número desde o início do ano passado. Pelo menos 15,2 mil pessoas morreram de coronavírus no Iraque entre um total de pelo menos 100 mil casos confirmados.

Por G1

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