quinta-feira , 5 dezembro 2019
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Manifestantes que haviam invadido Parlamento de Hong Kong saem do prédio


Polícia jogou bombas de gás do lado de fora do Parlamento de Hong Kong — Foto: Tyrone Siu/Reuters
Manifestantes que haviam invadido o Parlamento de Hong Kong deixaram o prédio, depois de uma operação da polícia no local, de acordo com a CNN.

A polícia recuperou o controle do prédio, depois de horas de ocupação.

Os policiais chegaram a jogar bombas de gás do lado de fora.Manifestantes invadem Parlamento, em Hong Kong.

Manifestantes reagem às bombas de gás da polícia em Hong Kong — Foto: Tyrone Siu/Reuters

Eles haviam cercado e entrado à força no edifício depois de uma passeata contra a chefe executiva, Carrie Lam.

Manifestantes tentam invadir prédio do Parlamento em Hong Kong nesta segunda-feira (1º) — Foto: REUTERS/Tyrone Siu

A região enfrenta uma onda de protestos que se intensificou, nesta segunda-feira (1°), após a celebração oficial do 22º aniversário do retorno do território ao domínio chinês.

Os manifestantes usaram barras de metal e um carrinho de ferro para estourar portas e janelas de vidro do prédio. Eles conseguiram entrar no imóvel após quebrar o vidro de uma janela e tentam romper uma barreira física que os afasta da área principal do imóvel, ainda de acordo com a emissora americana.

O governo divulgou um comunicado em que pede para que os manifestantes deixem o imóvel imediatamente.

Os manifestantes protestam contra a crescente influência do governo chinês sobre a região, que enfrenta uma onda de manifestaçõesdesde que a administração local lançou um projeto de lei que autoriza a extradição de moradores de Hong Kong à China continental.

Manifestantes em Hong Kong no lobby do prédio do Parlamento nesta segunda-feira (1º). — Foto: Tyrone Siu/Reuters

Manifestantes no lobby do prédio do Parlamento em Hong Kong nesta segunda-feira (1º). — Foto: Tyrone Siu/Reuters

Manifestante tenta estourar porta de vidro do Parlamento de Hong Kong — Foto: REUTERS/Tyrone Siu

A polícia usou bombas de gás lacrimogêneo e spray de pimenta para conter a os manifestantes, que usavam guarda-chuvas e máscaras para se proteger. Os ativistas também jogaram ovos contra as forças de segurança, e os policiais entraram no Parlamento.

Mais cedo, o governo de Hong Kong havia comemorado o 22º aniversário da transferência da soberania do território à China numa celebração oficial em um local fechado, por causa da chuva.

Enquanto a chefe do Executivo, Carrie Lam, participava da cerimônia, milhares de manifestantes bloquearam as três principais avenidas de Hong Kong com grades de metal. Em discurso, Lam disse que seu governo tem “muito a melhorar” e que “ouviria pacientemente” os jovens manifestantes.

Manifestantes participam da manifestação anual pró-democracia em Hong Kong nesta segunda-feira (1º), no 22º aniversário da transferência do território britânico para a China — Foto: Dale De La Rey / AFP

Aniversário da transferência para a China

Em 1997, a soberania do território foi transferida do Reino Unido à China. Desde então, o território é administrado sob um acordo conhecido como “um país, dois sistemas”, o que permite que seus habitantes desfrutem de direitos raramente vistos na China continental.

Muitas pessoas, no entanto, sentem que lentamente Pequim vai deixando o acordo de lado. Por isso, a cada aniversário da transferência da soberania a Pequim, os ativistas locais organizam grandes manifestações para exigir direitos democráticos, incluindo a possibilidade de escolher o Executivo local por sufrágio universal.

manifestantes usam guarda-chuvas e máscaras para se protegerem do gás disparado pelos policiais durante manifestação em Hong Kong, nesta segunda-feira (1º) — Foto: REUTERS/Tyrone Siu

Onda de protestos

Em anos recentes, os ativistas conseguiram mobilizar grandes multidões, incluindo uma ocupação de dois meses em 2014 no distrito financeiro da cidade, mas não conseguiram qualquer concessão importante por parte de Pequim.

A chefe do Executivo de Hong Kong, Carrie Lam, durante cerimônia pelo 22º aniversário da transferência do territória à China — Foto: REUTERS/Hong Kong Information Service Department

Em relação à proposta de extradição para a China continental, embora o governo de Hong Kong tenha abandonado a análise do polêmico texto, as manifestações prosseguiram. Recentemente, uma multidão tentou bloquear o quartel-general da polícia de Hong Kong em duas ocasiões.

No domingo, dezenas de milhares de simpatizantes do governo expressaram apoio à polícia, uma demonstração da brecha crescente que divide a sociedade de Hong Kong.

Entenda a polêmica:

  • Ao contrário de outras regiões da China, Hong Kong, que até 1997 estava cedida ao Reino Unido, funciona sob o princípio de “um país, dois sistemas”, com seu próprio sistema de leis e fronteiras e maior liberdade de expressão;
  • Por isso, a região virou o destino de muitos migrantes e dissidentes que deixaram a China continental para fugir da pobreza ou da perseguição política;
  • O projeto de lei apresentado em fevereiro, porém, abria brecha para que pessoas acusadas de crimes em Hong Kong pudessem ser extraditadas para o continente, medida que foi vista com preocupação por diversos grupos, que viam nela uma potencial ameaça para as liberdades dos moradores da ilha.

Por G1

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