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Médicos fazem paralização na próxima terça-feira

 

Apenas casos de urgência e emergência serão atendidos Foto: Reprodução/Sinmed/MS
Apenas casos de urgência e emergência serão atendidos
Foto: Reprodução/Sinmed/MS

 

Acompanhando as manifestações de todo país, os médicos de Mato Grosso do Sul, paralisarão o atendimento à rede pública e privada na próxima terça-feira (23), mantendo apenas atendimentos de urgência e emergência.

A decisão foi tomada pela categoria em assembleia realizada pelo Sinmed-MS (Sindicato dos Médicos), AMMS (Associação Médica) e Academia de Medicina, devido ao posicionamento do governo Federal em aumentar em mais dois anos o curso de medicina, vetar os principais pontos do Ato Médico, além da intenção em trazer médicos estrangeiros para o país, sem que passem pelo exame de revalidação de diploma, o Revalida.

Neste dia os médicos da Capital, acadêmicos do curso de medicina e simpatizantes da causa se concentrarão às 9h, na Praça Ary Coelho para uma passeata pelas Ruas: 14 de julho, Barão do Rio Branco e 25 de dezembro, regressando pela Afondo Pena, até o ponto inicial. De acordo com o calendário da Fenam (Federação Nacional do Médicos), mais duas paralisações estão previstas para acontecer caso a situação não se reverta.

“Não podemos mais aceitar passivamente tudo o que vem acontecendo, os médicos cansaram de levar a culpa pela incompetência da gestão pública. A maioria decidiu por paralisação e nós vamos paralisar”, disse o presidente do sindicato, Marco Antônio Leite. Ele acrescenta ainda que está havendo um grande conflito de comunicação, principalmente no que envolve o Revalida. “Nossos protestos são para garantir atendimento igual a todos, sem discriminação. Por que o cidadão com melhores condições terá atendimento com mais qualidade e os com menos recursos não?”, indaga Marco.

“É importante que seja levado em consideração vários fatores antes de qualquer pré-julgamento. Pois, se nas capitais diariamente existem registros de agressões a profissionais da saúde, imagina em uma região com a segurança pública debilitada. Qual é o valor da vida? Este é um dos fatores mínimos que precisa ser levado em consideração, pois quando falamos de estrutura estamos avaliando todo o contexto e não de forma simplista como estão expondo”, explica.

 

Fonte: Capital News

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