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MS confirma primeiro caso de fungo negro, em paciente de Campo Grande

Instituto Adolfo Lutz, em São Paulo, analisou amostra do caso, que foi confirmado pela SES. (Foto: Reprodução/Governo de SP)

O primeiro caso confirmado de mucormicose, infecção popularmente conhecida como “fungo negro”, foi confirmado em Mato Grosso do Sul. Trata-se de um paciente de 71 anos, morador de Campo Grande, que morreu de covid-19 em 2 de junho deste ano.

A situação já era tratada como suspeita dessa doença pelo Ministério da Saúde, mas a confirmação só foi oficializada posteriormente, pela SES (Secretaria Estadual de Saúde).

A vítima tinha comorbidades, era hipertensa e diabética, e apresentou sintomas de coronavírus, inicialmente, em 18 de maio, que o fizeram ser internado no Hospital do Pênfigo, na Capital. A suspeita da mucormicose aconteceu cerca de 10 dias depois, no olho esquerdo.

A pasta informa que o resultado do exame desse indivíduo, que estava em análise no Instituto Adolfo Lutz, para a identificação da espécie do fungo, deu positivo para mucormicose. A amostra foi coletada em 31 de maio.

“Fungo negro” – Alguns especialistas apontam que a enfermidade é considerada rara e muito restrita ao ambiente hospitalar, mesmo entre os que têm um pouco mais de predisposição, como é o caso de pessoas com baixa imunidade.

Atualmente, ainda segundo a SES, há outro caso suspeito, cuja amostra segue em análise por parte da instituição. Trata-se de um homem, de 50 anos, que mora em Corumbá.

Em todo Brasil, há pelo menos 49 casos de fungo negro mapeados pelo Ministério da Saúde, sendo que 19 estão relacionados com a covid-19. Casos também foram notificados no país vizinho, Paraguai.

Segundo o jornal britânico BBC News, a Índia foi um dos países que mais sofreu com essa doença, com mais de 4,3 mil mortes de pessoas registradas até meados de julho. A maior parte dos casos envolvem pessoas que tinham covid-19 e o fungo afeta o nariz, olhos e até mesmo o cérebro, cerca de 12 a 18 dias após a recuperação da covid. O jornal também destaca que muitos casos podem estar subnotificados.

Por Guilherme Correia / Campo Grande News

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