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MS quer equipamentos e investimentos na Denar e em laboratório para Polícia Civil tocar inquéritos contra tráfico

O secretário de Justiça e Segurança Pública de Mato Grosso do Sul, Antonio Carlos Videira, diz que o estado requer do governo federal investimentos em equipamentos, viaturas, na construção da sede própria da Delegacia Especializada de Repressão ao Tráfico de Drogas (Denar) e de um laboratório de análises forenses, para manter o convênio que autoriza a Polícia Civil a conduzir os inquéritos de tráfico de drogas.

Videira comentou que conforme a Constituição Federal é atribuição da Polícia Federal fazer a condução dos procedimentos e inquéritos relativos ao tráfico de drogas, mas que por meio do convênio, a instituição outorga a Polícia Civil esse trabalho. Ele explicou que o termo dessa parceria venceu no dia 28 de julho e depois foi prorrogado até setembro.

Para uma nova renovação, o secretário disse em entrevista a TV Morena, que o governo do estado pleiteia mais equilíbrio na parceria. “Hoje, Mato Grosso do Sul é o estado que mais apreende drogas no país. Todos temos conhecimento disso. Somos uma grande rota, não somente para outros estados, mas para outros continentes. Somente esse ano foram 220 toneladas apreendidas, que geraram 2.567 ocorrências, ou seja, 2.567 procedimentos que a Polícia Civil vai conduzir”.

Videira destacou que sem o convênio, as unidades de segurança do estado, como a Polícia Civil, Polícia Militar e Departamento de Operações de Fronteira (DOF), continuariam a combater o tráfico e a apreender os entorpecentes, mas tanto as drogas aprendidas, os equipamentos utilizados pelos suspeitos, quanto os presos seriam encaminhados somente para as seis delegacias da Polícia Federal do estado.

“Isso vai trazer um transtorno grande para a Polícia Federal que já tem efetivo defasado e para todas as instituições que apreendem drogas, porque elas terão de se deslocar de onde foi feita a apreensão para as seis cidades que têm delegacias da PF. Vai aumentar o custo com o deslocamento, por isso, o que queremos é uma contraprestação por esse serviço”, ressaltou.

O secretário disse que essa contraprestação na forma do recebimento de equipamentos, veículos e na melhoria da infraestrutura das unidades de combate ao tráfico, como a Denar, e das que fazem as análises laboratoriais dos inquéritos, possibilitará que a Polícia Civil não prejudique a sua principal missão que é investigar casos de feminicídio, homicídio e crimes contra o patrimônio, entre outros. “Hoje, nos plantões das Depac [Delegacias de Pronto Atendimento] em Campo Grande, 47% dos registros são de flagrantes de tráfico”, concluiu.

Por G1 MS

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