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“Não temos vagas para atender pacientes”, resume secretário sobre colapso em MS

Todos os leitos de UTI estão ocupados em Mato Grosso do Sul (Foto: Reprodução)
CREDITO: CAMPO GRANDE NEWS

Boletim epidemiológico divulgado nesta segunda-feira (14) atualiza 915 novos casos e 40 óbitos por covid-19 em Mato Grosso do Sul, registrados nas últimas 24 horas. A alta em infecções e casos graves de coronavírus tem feito com que não haja leitos de terapia intensiva vinculados ao SUS (Sistema Único de Saúde) para a população.

“Não temos nenhuma vaga de leito de UTI na nossa Capital, assim como não temos nas sedes das macrorregiões, assim também nos municípios sedes das microrregiões, onde conseguimos colocar leitos de UTI”, explicou o secretário estadual de Saúde, Geraldo Resende, durante coletiva nesta manhã.

Estamos usando leitos não habilitados, improvisados […] está acima dos leitos disponíveis para nossa gente. Portanto não tem nenhuma vaga de leito de UTI na rede pública no Estado nesse momento para atender as centenas de pacientes com síndrome respiratória aguda grave e com suspeita de covid”, definiu Resende.

Ainda na transmissão, a secretária-adjunta em Saúde, Crhistinne Maymone, ressaltou a importância na adesão de medidas restritivas para conter a pandemia da covid-19. Ela citou como exemplo Dourados, município a 233 quilômetros de Campo Grande, que fez lockdown mais rígido por duas semanas e vê seus casos reduzirem.

Mesmo assim, ela pede para a cidade “não abaixar a guarda”, já que os casos podem voltar a subir com o relaxamento das restrições. Desde ontem (13), Mato Grosso do Sul passou a contar com decreto que aumenta algumas proibições, mas que não se caracteriza enquanto “lockdown”, já que há mais de 50 atividades consideradas essenciais.

O colapso da saúde pública pode ser verificado da seguinte forma: com aumento de infecção pelo coronavírus, mais pacientes ficam doentes e precisam de atendimento médico especializado, de forma a aumentar a ocupação hospitalar. Portanto, atualmente, não há vagas em UTI (Unidade de Terapia Intensiva) em nenhuma região estadual.

Sem leitos, pacientes têm sido hospitalizados em unidades não oficializadas ou mesmo inadequadas, e alguns estão sendo encaminhados a outros estados brasileiros cujo colapso sanitário não ocorre no momento.

Por Guilherme Correia – CREDITO: CAMPO GRANDE NEWS

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