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Novo coordenador da Funai em MS defende o diálogo como ferramenta para solucionar conflitos por demarcação


O novo coordenador da Fundação Nacional do Índio (Funai) em Mato Grosso do Sul, Henrique Terena — Foto: Fabiano Arruda/TV Morena
O novo coordenador da Fundação Nacional do Índio (Funai) em Mato Grosso do Sul, Henrique Terena, defendeu o diálogo como a principal ferramenta para solucionar os conflitos pela demarcação de novas reservas ou ampliação das áreas já existentes. A análise foi feita no “Papo das Seis”, do Bom Dia MS, desta terça-feira (23).

“Na verdade é preciso um diálogo mais aberto entre produtores e indígenas e aí entra também o governo, a Funai, organizações que podem somar esses esforços. Temos tido alguns avanços nessa direção. Penso que com um bom diálogo, sentando a mesa nós vamos avançar muito”.

O coordenador da Funai em MS negou ainda que o fato do presidente Jair Bolsonaro (PSL) ter transferido a Funai da alça do Ministério da Justiça para o da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, e ter tirado a atribuição sobre as demarcações da Funai para repassá-la ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), esteja causando prejuízo aos indígenas.

“Está ainda em processo. Está voltando para a Funai a questão das demarcações. Estão em negociações essas questões, mas eu vejo que existe um avanço nisso tudo. Embora existam alguns questionamentos relacionados a isso, temos percebido uma luz no fim do túnel. Embora as coisas aconteçam devagar, nós acreditamos em bons resultados”.

Em contrapartida, ele elogiou a iniciativa da ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina, no trato com a questão das demarcações de áreas indígenas. “Percebemos que a Tereza Cristina está caminhando nisso. Está buscando diálogo, quer sentar com os indígenas, abrir uma mesa de diálogo. Estamos prontos para ouvi-la e emitir nossa opinião sobre isso também, embora tenha um grupo de indígenas que as vezes está aqui, está ali, no geral temos percebido um bom caminho já traçado”.

Henrique Terena comentou ainda que exceto as comunidades indígenas que vivem isoladas, as outras já passam por um processo de integração com o restante da sociedade brasileira. “Hoje nós falamos a língua nacional, compramos, fazemos nosso trabalho. Campo Grande hoje tem 15 mil indígenas vivendo na cidade. Isso já comprova um êxodo maior do povo indígena. Não tem como retroceder, isso vai acontecer. Agora precisamos é trabalhar melhor a assistência pública e o acompanhamento, para que o indígena tenha uma vivência, embora diferente, compatível com a sociedade em que ele vive”.

Por G1 MS

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