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Ocupação na Sesai impede pregão que ajudaria aldeia, diz coordenador

 

Nelson Olazar faz reuniões com responsáveis por postos de atendimento nas aldeias. (Foto: Nadyenka Castro/ G1 MS)
Nelson Olazar faz reuniões com responsáveis por postos de atendimento nas aldeias. (Foto: Nadyenka Castro/ G1 MS)

 

O coordenador do Distrito Sanitário Especial Indígena de Mato Grosso do Sul (DSEI), Nelson Olazar, disse ao G1 nesta segunda-feira (23) que a ausência dos trabalhadores na unidade, por conta da ocupação indígena, já causou prejuízos. “Perdemos pregão eletrônico de R$ 300 mil para a [comunidade] ofaié-xavante e processos de compra de alimentos para as casas de saúde”. O vice-presidente do Conselho de Saúde Indígena do estado, Pedro Terena, afirma que não houve expulsão dos funcionários e que eles podem trabalhar normalmente.

“É um prejuízo grande”, declarou Olazar. Ele explica que como funcionários não estão indo cumprir expediente desde o último dia 18, trabalhos estão sendo deixados de ser feitos, entre eles o pregão eletrônico para compra de caixas d´ água para a comunidade ofaié-xavante e aquisição de alimentos.

Os índios estão na sede da Secretaria de Saúde Indígena (Sesai), em Campo Grande para pressionar o Ministério da Saúde a exonerar o coordenador. Eles afirmam que o atendimento em saúde nas aldeias “está estagnado”.

Olazar declara que reconhece que a situação nas aldeias tem que ser melhorada. “Nós temos muitos desafios ainda. Reformas, ampliações de unidades, da rede, recuperação da frota”. Estas situações são alvos de reclamações dos índios, que pedem melhorias na infraestrutura dos postos de atendimento e das condições dos veículos que transportam pacientes.

Sobre o pregão eletrônico e a compra de alimentos para as casas de saúde, Olazar fala que estas situações serão resolvidas em outro momento e que o objetivo agora é manter o atendimento nas aldeias.

Reunião

Nesta segunda-feira, Olazar se reuniu com responsáveis pelos 15 postos nas comunidades indígenas. Segundo ele, foi pedido para que os chefes “redobrem esforços para que nenhuma população fique sem atendimento”.

“Não estamos brigando, discutindo cargos, e sim o atendimento”, fala. Conforme ele, o DSEI de MS atende a 72 mil índios em 29 municípios do estado.

A Sesai

O DSEI pertence à Secretaria de Saúde Indígena (Sesai), órgão ligado diretamente ao Ministério da Saúde e é responsável pela atenção básica e por intermediar, com a rede pública, hospitais e atendimentos de média e alta complexidade.

O presidente do Conselho informou que o DSEI em Mato Grosso do Sul recebe, anualmente, do Governo Federal, R$ 45 milhões, sendo R$ 30 milhões destinados aos recursos humanos e R$ 15 milhões para execução direta dos serviços.

 

Por: Nadyenka Castro / G1 MS

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