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Onça resgatada em novembro com queimaduras será solta no Pantanal de MS

Onça resgatada em novembro com queimaduras será solta no Pantanal de MS. — Foto: Cras/Divulgação

Uma onça-pintada que foi resgatada com queimaduras será solta nessa quinta-feira (21) na região da Serra do Amolar, no Pantanal de Mato Grosso do Sul. Segundo o Centro de Reabilitação de Animais Silvestres (Cras), o felino conhecido como “Onça Joujou”, foi cuidada por cerca de dois meses e meio após ser resgatada dos incêndios que destruíram mais de 4 milhões de hectares do bioma.

Segundo a diretora-presidente do Imasul, em exercício, Thais Caramori, com informações do Cras, o felino está pesando 87 quilos e todas as queimaduras foram cicatrizadas. Com aproximadamente dois anos de idade, a onça é um macho e foi encontrada em companhia de outra, porém a segunda não sobreviveu.

“Nossa equipe de veterinários do CRAS cuidou deste animal logo após a captura, até que ele estivesse apto a ser devolvido à natureza, com segurança, cumprindo assim nossa missão”, e ainda acrescentou:

Onça teve parte das patas queimadas, no Pantanal de MS. — Foto: Cras/Divulgação

Onça teve parte das patas queimadas, no Pantanal de MS. — Foto: Cras/Divulgação

“Lembramos que a captura das onças no Pantanal contou o apoio de diversas instituições, a quem agradecemos, já que não temos como fazer todo o trabalho sozinhos”, disse.

Ainda de acordo com o Cras, a onça foi resgatada com queimaduras nas patas pela equipe do Instituto Homem Pantaneiro ( IHP), GRETAP e veterinários da Ampara Silvestre

Onça sobrevivente receberá um colar de monitoramento

Segundo o médico veterinário do IHP, Diego Viana, e coordenador do projeto Felinos Pantaneiros, antes de ser solta, a onça receberá um colar com sinal GPS e VHF.

Conforme Viana, com o colar, a equipe do Instituto irá monitorar a eficácia da reintrodução do animal na natureza, a partir de análises do padrão de movimentação do animal.

Onça-pintada receberá um colar com sinal GPS e VHF. — Foto: Cras/Divulgação

Onça-pintada receberá um colar com sinal GPS e VHF. — Foto: Cras/Divulgação

“Será a primeira vez que um processo completo de resgate em situações de incêndios, tratamento e soltura, será monitorado dessa maneira no estado, o que colocará Mato Grosso do Sul como referência para a ciência e conservação no Brasil e no Mundo”, explica.

O Projeto

O projeto Felinos Pantaneiros na Serra do Amolar, monitora desde 2016 aspectos ecológicos das onças-pintadas e pardas na região. Tanto a onça-pintada , como a onça-parda , são animais da lista vermelha de espécies da fauna brasileira ameaçadas de extinção. Já a Serra do Amolar, foi classificada como área prioritária para a conservação da onça-pintada e faz parte da Jaguar Conservation Unit (JCU) 18, representando como habitat propício para a espécie.

Segundo o diretor do IHP, coronel Ângelo Rabelo, este momento de soltura da onça vai além da ação em si. “Apesar da forma perversa com que o fogo atingiu as áreas em 2020, conseguimos mostrar para o mundo que estamos comprometidos 100% com a missão da instituição, que é de preservar e recuperar o Pantanal, sempre com respeito a história e a cultura local. Inclusive a cultura dos animais”, conclui.

Por G1MS

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