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Operação padrão da Receita cria fila de 60 caminhões na fronteira com Paraguai

Cerca de 60 caminhões fazem fila em frente à unidade alfandegária de Ponta Porã, cidade do sudoeste do Estado na fronteira com o Paraguai, a 323 km da Capital. Eles aguardam liberação da Receita Federal, mas os auditores fazem operação padrão há 16 dias.

A fiscalização levava quatro horas, mas agora demora 24 horas. Na operação padrão, o servidor analisa detalhadamente os produtos e a respectiva documentação.

Nesta quarta-feira (12), auditores da Receita Federal estiveram reunidos pela segunda vez desde com despachantes aduaneiros. Eles pediram apoio e paciência aos profissionais. Os despachantes são os representantes de empresas encarregadas de acelerar os procedimentos burocráticos de exportação de importação.

Nesta semana, a Asimpexpp (Associação dos Importadores e Exportadores de Ponta Porã) manifestou preocupação com o prolongamento do movimento dos auditores, que já causa o desabastecimento de alguns produtos na região e dificuldades na contratação de fretes que tenham destino ou passem pela região.

“Estamos com uma dificuldade enorme de conseguir veículos, e os que carregam inflacionam o preço do frete, tendo um efeito cascata no qual o consumidor acaba pagando mais caro pelo produto. Fronteira vira última opção para as transportadoras”, declarou o presidente da entidade, Alexandre Reichardt de Souza

A operação padrão também está sendo realizada em Corumbá e Mundo Novo. A categoria protesta desde 27 de dezembro contra o corte de R$ 1,2 bilhão do orçamento da Receita Federal para 2022 e do não cumprimento de acordo pelo governo federal para pagamento de bônus de produtividade. O movimento não tem data para terminar.

Ainda em dezembro, auditores fiscais que ocupavam funções de chefia nas unidades da Receita no Estado e em todo o país entregaram os cargos, incluindo os delegados e adjuntos das aduanas de Corumbá, Ponta Porã, Mundo Novo e Campo Grande.

Adriel Mattos

Por Campo Grande News

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