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Peixe descoberto em MS tem reprodução inédita no Aquário do Pantanal

Uma reprodução inédita foi registrada no Bioparque do Pantanal, também conhecido como Aquário do Pantanal, com a espécie Tetra de cauda vermelha, peixe que foi descoberto há pouco mais de dois anos em uma fluente do Rio Correntes, entre Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, conforme divulgado pelo Governo do Estado, nesta segunda-feira (9).

O nome científico é Astyanax sp. O biólogo e curador do Bioparque, Heriberto Gimênes Junior, explicou que essa espécie de lambari tem um potencial ornamental e foi a primeira a ser reproduzida no complexo, no tanque Veredas, o primeiro a ser habitado por peixes desde a inauguração do espaço, em março deste ano.

biólogo do Aquário, Heriberto Gimênes Junior
Biólogo Heriberto Gimênes Junior.

O profissional informou que um dos fatores que levou à reprodução foi o estresse provocado pelo transporte até o local. “Quando as matrizes estão prontas para reprodução, principalmente esse gênero de lambari, algum estresse pode provocar a reprodução. Então provavelmente essa transferência provocou esse estresse neles e quando chegaram aqui desovaram”, explicou o curador que ainda citou outros fatores que também podem ter contribuído para o nascimento de filhotes, como a mudança de temperatura e parâmetros da água.

Cerca de 150 filhotes nasceram da reprodução, o nascimento irá auxiliar novos estudos, principalmente, pela espécie ser nova. Entre as principais características da espécie estão o tamanho, que pode variar entre 5 a 13 centímetros e a cor do corpo que pode variar do prateado ao verde oliváceo. Já as nadadeiras podem ser da cor laranja ou vermelha.

“Macho e fêmea liberaram os gametas e os ovos aderem em folhas ou paredes do tanque, dependendo da temperatura, demoram de um a dois dias para eclodir. Ela veio de um lugar restrito, um rio que sofre muito impacto com relação à cana, à soja e ao gado. A tendência é que esse rio sofra muito com o desmatamento e provavelmente quando o rio é prejudicado, as espécies que ali estão, também são prejudicadas, pois perdem a proteção e a mata ciliar”, explicou.

O biólogo destacou que a principal função de um aquário é a preservação, sendo assim a reprodução acontecer dentro dele é um ganho importante para a ciência. “Será possível entender como eles reproduzem, quantos filhotes nascem, qual o ciclo, quanto tempo demora para eclodir o ovo, quanto tempo demora para o filhote chegar na fase adulta. Isso pode vir a se tornar uma

política de conservação para preservação da espécie”, concluiu.

Filhotes de outras sete espécies também nasceram no Bioparque e ajudam a fortalecer o povoamento do espaço que recebe visitas diárias, onde 220 espécies pantaneiras e de outras regiões do planeta estão em exposição. É o caso do Ciclídio africano, no tanque que representa o continente africano; Raibowfih, tanque Lagoa australiana; Joaninha, tanque Terras alagadas; Lambari, tanque Baía (parte externa); Ciclídio anão, tanque Planície de inundação seca; Severo, tanque América – Amazônia submersa e Acará bandido, no tanque América (Amazônia submersa).

Visitação ao Aquário do Pantanal

A visitação do público em geral começou no dia 3 de maio, onde os moradores e turistas que conseguiram agendar terão cerca de 1h30 para conhecer uma das principais atrações turísticas de Mato Grosso do Sul, peixes de diferentes espécies e as belezas da fauna e flora pantaneira.

Gratuitamente, os sul-mato-grossenses podem visitar o Aquário até o dia 31 de dezembro, por meio de agendamento online. As visitas para o mês de junho poderão ser agendadas na segunda quinzena de maio, quando o site abre para novos cadastros. O agendamento é feito pelo site.

A segunda-feira será o dia em que alunos das escolas estaduais poderão conhecer o local. Já nas terças e quintas serão os dias de visita do público geral. Na quarta-feira, as escolas municipais pela manhã e particulares à tarde e, na sexta, grupos de associações, fundações, instituições e visitas técnicas de universidades.

Karina Campos

Por Mídiamax

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