terça-feira , 22 setembro 2020
Home / Mato Grosso do Sul / Polícia acha fragmento de ossos em simulação de morte de servidora

Polícia acha fragmento de ossos em simulação de morte de servidora


Nathália foi vista pela última vez no dia 15 de julho, após deixar a casa de uma amiga (Foto: Reprodução Facebook)

Fragmentos de ossos foram encontrados pelas equipes policiais durante a reprodução simulada da morte da servidora pública Nathália Alves Corrêa Baptista, de 27 anos, em Porto Murtinho – a 431 quilômetros de Campo Grande. Indícios do crime estavam no antigo imóvel de um dos suspeitos.

Policiais da DEH (Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Homicídios) e da Perícia Técnica de Campo Grande viajaram ao município na manhã desta quinta-feira (5) para, junto com a Polícia Civil da cidade, realizarem a simulação do assassinato conforme a versão apresentada por Regiane Marcondes Machado, de 33 anos.

A mulher e o amante dela, José Romero, de 37 anos, estão presos desde o mês passado, mas apenas ela confessa o assassinato. Em depoimento, Regiane contou que depois de morta, Nathália teve o corpo queimado por várias horas.

Essa versão levou as equipes a um antigo imóvel de um dos suspeitos. Após carbonizarem o corpo, Regiane e José Romero concretaram todo o quintal. Nesta manhã, os policiais quebraram a área e encontraram vestígios de terra queimada, primeira prova do que de fato aconteceu com Nathália.

A terra encontrada embaixo do concreto ainda foi peneirada e nesse processo foram encontrados fragmentos de ossos, aparentemente humanos. Todo o material recolhido será enviado ao IMOL (Instituto Médico e Odontológico Legal), mas a exposição ao fogo pode danificar o DNA e comprometer o exame de identificação.

A reprodução simulada feita hoje serve para confrontar a versão apresentada pelos suspeitos, as provas colhidas e os laudos periciais que fazem parte do inquérito policial. A principal linha de investigação e de que a jovem foi vítima de crime passional.

Nathália foi vista pela última vez no dia 15 de julho, após deixar a casa de uma amiga. José Romero está preso desde o dia 19 de agosto, quando se apresentou na DEH. Ele se tornou alvo das investigações depois que a quebra de sigilo telefônico da servidora mostrou que ele foi à última pessoa a ligar e enviar mensagens para ela antes do desaparecimento. Já Regiane foi presa quatro dias depois por suspeita de envolvimento no caso. Assim como a vítima, a mulher mantinha um relacionamento amoroso com José.

Por: Geisy Garnes / Campo Grande News

Veja Também

Operação em MS e mais 16 estados mira desmatamento na Mata Atlântica

Área do bioma em Mato Grosso do Sul que pode ser fiscalizada (Foto/Divulgação)CREDITO: CAMPO GRANDE ...

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.