terça-feira , 19 novembro 2019
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Presidente do Chile anuncia que o país não sediará Conferência do Clima da ONU


Sebastián Piñera, presidente do Chile, prepara-se para discursar no dia 25 de outubro — Foto: Esteban Felix/AP Photo

Sebastián Piñera, o presidente do Chile, anunciou nesta quarta-feira (30) que o país não vai ser sede da COP 25, a Conferência do Clima da Organização das Nações Unidas (ONU), e nem a reunião de cúpula da Apec, bloco econômico dos países do Oceano Pacífico.

A Conferência do Clima da ONU discute mudanças climáticas no mundo e como as nações podem trabalhar para reduzir a emissão dos gases de efeito estufa, que provocam a elevação da temperatura no planeta.

“Nosso governo, com muito pesar, decidiu não realizar a cúpula da Apec em novembro, nem a cúpula da COP 25. Sentimos e lamentamos profundamente os problemas e inconvenientes que essa decisão significará para a Apec e a COP”, disse o presidente.

A COP 25 estava agendada para acontecer entre os dias 2 e 13 de dezembro, em Santiago. O governo vai dar prioridade às manifestações que têm acontecido há semanas no país.

Em nota, a secretária-executiva da Conferência do Clima, Patricia Espinosa, informou que está procurando outros locais para sediar o evento.

A ONU está buscando outro país para receber a conferência, de acordo com o porta-voz da entidade, Farhan Haq.

Diferentes opções “estão sendo exploradas”, segundo ele.

Piñera conversou por telefone com o secretário-geral da ONU, Antonio Guterres para informar da desistência do Chile.

Libertadores

A ministra do Esporte do Chile, Cecilia Pérez, afirmou nesta quarta-feira que a final da Copa Libertadores entre Flamengo e River Plate está confirmada para 23 de novembro em Santiago apesar dos protestos. Em seguida, a Conmebol – entidade do futebol na América do Sul – também confirmou o jogo na capital chilena, após chegar a discutir mudança na sede.

Bandeira do Chile é vista em frente a barricada montada em Santiago durante protesto na segunda-feira (28) — Foto: Matias Delacroix/AP Photo

Bandeira do Chile é vista em frente a barricada montada em Santiago durante protesto na segunda-feira (28) — Foto: Matias Delacroix/AP Photo

30 pesos

As manifestações no Chile começaram quando o governo anunciou um aumento de 30 pesos na tarifa do metrô, equivalente a R$ 0,17. No dia 19 de outubro, foi decretado estado de emergência, e o exército foi às ruas.

O presidente suspendeu o aumento na tarifa do metrô, mas os protestos prosseguiram desde então.

Números oficiais

Órgãos oficiais do governo chileno confirmaram nesta terça-feira um balanço de mortes, feridos e denúncias de tortura entre 19 e 27 de outubro – período de nove dias em que durou o estado de emergência decretado pelo presidente Sebastián Piñera. Veja os números abaixo.

  • Mortos: 20 – desses, 10 morreram em 21 de outubro
  • Policiais feridos: 745
  • Civis feridos: 473
  • Queixas de mortes praticadas por forças de segurança: 5
  • Queixas de tortura: 54
  • Queixas de violência sexual: 18

O Chile receberá uma missão de integrantes da Organização das Nações Unidas (ONU), liderados por Michelle Bachelet – ex-presidente chilena e atual alta comissária de Direitos Humanos da entidade. A visita estava marcada para esta quarta-feira, mas o grupo adiou a operação.

Brasil também desistiu

No ano passado, o Brasil desistiu de sediar Conferência do Clima da ONU devido a restrições orçamentárias. A decisão ocorreu ainda durante o governo Michel Temer, mas já na transição de governo para o mandato de Jair Bolsonaro que disse, na ocasião, que recomendou que o encontro não fosse realizado no país.

Fonte: G1

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