quarta-feira , 21 outubro 2020
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Protesto em Belarus tem 150 presos e repressão da polícia com canhões de água e cassetetes

11 de outubro – Policiais bielorrussos ao lado de manifestantes detidos durante protesto neste domingo. — Foto: BelaPAN / Reuters

Cerca de 10 mil manifestantes de Belarus foram às ruas de Minsk neste domingo (11) para protestar contra a reeleição do presidente Alexander Lukashenko. Houve prisões e repressão policial.

Os protestos têm ocorrido todos os domingos, desde 9 de agosto, quando houve a eleição. Os manifestantes acusam o presidente de ter fraudado o resultado.

Segundo a ONG Viasna, 150 pessoas foram presas. Entre elas, mais de dez jornalistas, incluindo representantes da mídia russa, também foram detidos.

A polícia bielorrussa dispersou os manifestantes com canhões de água, cassetetes e bombas de efeito moral. Foi a primeira vez que estes artefatos foram usados contra os manifestantes.

Manifestantes correm enquanto uma bomba de efeito moral explode durante um protesto da oposição para rejeitar os resultados das eleições presidenciais em Minsk, Belarus, neste domingo (11) — Foto: BelaPAN via Reuters

Manifestantes correm enquanto uma bomba de efeito moral explode durante um protesto da oposição para rejeitar os resultados das eleições presidenciais em Minsk, Belarus, neste domingo (11) — Foto: BelaPAN via Reuters

Repressão

Imagens divulgadas pelo veículo de mídia independente tut.by mostraram policiais de choque e homens encapuzados em roupas civis correndo no canteiro central de uma grande avenida na capital bielorrussa.

Os agentes são vistos prendendo brutalmente alguns manifestantes.

A polícia usa um caminhão com canhão d'água para dispersar os manifestantes durante um protesto contra os resultados das eleições presidenciais de Belarus em Minsk neste domingo (11) — Foto: AFP

A polícia usa um caminhão com canhão d’água para dispersar os manifestantes durante um protesto contra os resultados das eleições presidenciais de Belarus em Minsk neste domingo (11) — Foto: AFP

Convocação

A coordenação dos protestos é feita parcialmente por meio da rede social Telegram. O canal Nesta Live tem 2 milhões de assinantes, em um país com 9,5 milhões de pessoas.

Neste domingo, a convocação partiu deste grupo para se reunirem em torno do presídio e do Ministério de Interior para que “cada preso político possa ouvir” o povo.

Centenas de manifestantes, líderes de movimentos políticos, sindicatos e jornalistas foram presos desde o início de agosto e encarcerados por terem participado ou organizado a contestação. As principais figuras da oposição estão na prisão ou no exílio, como a candidata presidencial da oposição Svetlana Tikhanovskaya.

“Não importa quantas pessoas eles prendam, nós vamos sair às ruas de qualquer jeito, porque os líderes são ele, ela, todos nós”, garantiu à AFP Alexandre Starovoitov, empresário de 32 anos que se preparava para protestar.

Por France Presse

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