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Quarentena em Campo Grande: Ruas amanhecem com pouco movimento neste sábado


Quem precisa sair de casa tem usado máscaras na prevenção. (Foto: Marcos Ermínio, Jornal Midiamax)

Pouca movimentação marcou as primeiras horas da manhã deste sábado (21), durante o primeiro fim de semana após o decreto municipal que, em Campo Grande, limitou o funcionamento de estabelecimentos comerciais em função da pandemia do novo coronavírus (Covid-19).

Ruas e avenidas praticamente desertas na Capital. (Foto. Marcos Ermínio, Jornal Midiamax)

O centro, com todas as lojas fechadas, remete a uma “cidade fantasma”. O Jornal Midiamax esteve nas ruas e avistou poucas pessoas indo aos mercados e conveniências, alguns usando máscaras no rosto para se proteger. Os locais estão na linha de frente e autorizados a funcionarem para garantir à população os produtos necessários.

Um dos locais em funcionamento é Alemão Conveniências, localizado na avenida Calógeras, um dos pontos que mais proporcionava, em dias normais, aglomerações. Lá, as funcionários não estão utilizando máscaras e, segundo eles, “fazem o que dá” para se prevenirem. Já os clientes estão tentando, de alguma forma, se cuidarem diante à situação da doença.

Há quem saia de casa com máscara para se prevenir. (Foto: Marcos Ermínio, Jornal Midiamax)

Marcos Antônio Soares, de 54 anos, morador do bairro Moreninhas, estava na conveniência com os filhos. Segundo ele, tem seguido, na medida do possível, as recomendações. “Tenho saído de casa somente quando preciso. Me mantenho higienizado, procuro ficar distante de outras pessoas”, diz o vigilante. Marcos continua trabalhando porque precisa e teme uma recessão econômica adiante.

Quem também estava comprando no local era Dirceu Feó, de 66 anos. Assim como o vigilante, também está se precavendo na medida do possível. “Sempre tomo cuidado quando saio”, diz usando uma máscara no rosto. “Dessa forma eu garanto a seguranças”, aponta. Mas o corretor de seguro confessa preocupação nesse momento atual. “É triste demais porque diante disso tem gente que não tem o que comer”, lamenta.

O mototaxista Marco Antônio vai encerrar trabalho a partir desde domingo. (Foto: Marcos Ermínio, Jornal Midiamax)

Próximo ao Alemão, há um ponto de mototaxistas. Apenas dois estavam na área. Um deles, Marco Antônio Onório, de 50 anos, destacou que ele e o colega vão encerrar as atividades a partir deste domingo (22). “Éramos em seis aqui. Quatro já pararam. O serviço caiu drasticamente, uns 80%. Então não vale correr o risco”, explica. Enquanto ainda trabalha, Marco procura sempre higienizar com álcool em gel as mãos, os capacetes e também evita aglomerações.

Na linha de frente

Enquanto muitos violam a quarentena e desafiam os riscos de contaminação e de transmissão do Covid-19, atendentes nos comércios autorizados a funcionarem estão na linha de frente do novo coronavírus, já que um caixa de supermercado, por exemplo, pode atender dezenas de pessoas ao longo do dia.

“A gente fica aqui, né? Minha máscara, meu álcool em gel. Eu tô tomando os cuidados no que depende de mim. Mas a gente fica com medo. Tem cliente que não tem muita consciência, fica pegando nas coisas. Teve um que tossiu bem em cima de mim e tive vontade de chorar, porque não posso fazer nada. A gente fica no receio, acho que a maioria se importa, mas muita gente não tem um pingo de respeito com a gente”, aponta Cleide Moreira, de 27 anos, caixa de um supermercado há um ano.

As recomendações são para que apenas um membro da família desloque-se a esses locais a fim de garantir insumos e, ao retornar para casa, adotem medidas de higienização, como retirar as roupas e colocá-las imediatamente para lavar e tomar banho.

Após a paralisação das atividades na empresa de callcenter BTCC Conexão Cliente na manhã desta sexta-feira (20), a Semadur (Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano), ressaltou a importância da denúncia sobre estabelecimentos que desrespeitem o decreto municipal de quarentena para prevenção ao coronavírus (Covid-19).

Saiba o que pode e o que não pode funcionar

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Como denunciar?

De acordo com o secretário municipal de Meio Ambiente, Luís Eduardo Costa, foi criado um comitê de fiscalização para que o decreto decreto n.º. 14.199, publicado pelo prefeito Marquinhos Trad no Diário Oficial do Município, seja cumprido.

“Essas intervenções estão sendo feitas pelas equipes e são uma questão da segurança de saúde pública. As empresas precisam entender a importância do momento em que estamos agora e que o risco de contágio é para o próprio empresário também”, destacou.

Ao Jornal Midiamax, o secretário ainda destacou a importância da denúncia nesse momento. “Todos os estabelecimentos que estiverem funcionando com mais de 20 pessoas dentro, que não estejam cumprindo o decreto e desrespeito as recomendações devem ser denunciados. Nós faremos a fiscalização e o responsável por inclusive perder o alvará”, disse.

A denúncia deve ser feita diretamente na Vigilância através do telefone (67) 3314-9955. ou no Procon Municipal através do (67) 98469-1001.  A fiscalização é feita por equipes da Semadur, Vigilância Sanitária, Sefin (Secretaria Municipal de Finanças e Planejamento) e apoio da GCM (Guarda Civil Metropolitana).

Por: Renata Fontoura e Renan Nucci / Campo Grande News

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