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Quase 7 mil pessoas da etnia rohingya já foram mortas em Mianmar

A ONG Médicos Sem Fronteiras revelou que pelo menos seis mil e setecentos refugiados da etnia rohingya foram mortos, só no primeiro mês da onda de violência contra eles. Um número bem maior do que o divulgado pelo governo de Mianmar, que falava em quatrocentos mortos.

A denúncia da ONG foi baseada em pesquisas feitas com refugiados e revelou como essas seis mil e setecentas pessoas teriam sido mortas: com tiros, queimados em casa ou como consequência de violência física e sexual. Setecentos e trinta eram crianças com menos de cinco anos.

Uma mulher carrega um bebê do estuprador e disse que vai criar a criança porque perdeu a família inteira. Outra vítima conta que sofreu nas mãos de três homens ao mesmo tempo. Cento e treze sobreviventes de abuso sexual foram tratadas pelos Médicos sem Fronteiras. A mais jovem tinha apenas nove anos. Mas a ONG acredita que só uma pequena fração das mulheres denunciou os crimes.

Desde agosto, quando o governo de Mianmar lançou uma ofensiva militar em resposta a ataques contra postos policiais, quase seiscentos e cinquenta mil muçulmanos rohingya já cruzaram a fronteira com Bangladesh para fugir do conflito étnico no país de maioria budista.

As Nações Unidas acusam as autoridades de Mianmar de estarem fazendo uma limpeza étnica – e denunciam crimes de estupro, tortura e assassinato. O exército de Mianmar diz que está combatendo terroristas e nega as acusações de excesso de força.

Nesta quinta (14) o secretário-geral da ONU alertou para a dramática violação de direitos humanos. Antonio Guterres citou a prisão de dois jornalistas da agência de notícias Reuters, que podem pegar catorze anos de cadeia em Mianmar por estarem investigando abusos da polícia.

Apesar de viverem em Mianmar há muitas gerações, os muçulmanos rohingya são considerados imigrantes ilegais, sem direitos, sem documentos, sem pátria.

Fonte: Jornal Hoje

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