terça-feira , 22 setembro 2020
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Queimada no Pantanal de MS já destruiu área equivalente a 9 vezes o tamanho da cidade do RJ, diz Ibama


Ponte em chamas no Pantanal de MS — Foto: Marcos Rogério

A queimada no Pantanal sul-mato-grossense já destruiu um milhão e cem mil hectares de vegetação do cerrado brasileiro, área equivalente a 9 vezes o tamanho da cidade do Rio de Janeiro, conforme o Instituto Brasileiro de Meio Ambiente (Ibama). O fogo é tanto, que é comum as cidades de Corumbá e Ladário ficarem encobertas por fumaça, prejudicando a respiração dos moradores. Segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), somente nas últimas 48 horas foram 193 focos de incêndio.

Por conta dessa situação, a União reconheceu situação de emergência nas cidades de Corumbá e Ladário, conforme publicado na edição desta quinta-feira (06) do Diário Oficial da União. Com isso, o estado fica autorizado a fazer compras necessárias para o combate ao incêndio, com dispensa de licitação, execução de ações de socorro e assistência humanitária.

Ainda por conta da grave situação das queimadas, no fim de julho a Força Aérea encaminhou aviões para ajudar a jogar água nas áreas de mais difícil acesso. A Marinha também ajuda bombeiros e servidores do Ibama que atuam no combate.

Mesmo com o reconhecimento de situação de emergência e de que o fogo se alastra pela região um bombeiro de Mato Grosso do Sul foi encaminhado para ajudar a combater a queimada que também atinge o Pantanal de Mato Grosso.

A situação está tão crítica no Pantanal de Mato Grosso do Sul, que as imagens de uma ponte de madeira em chamas, em uma estrada de acesso a fazendas e destino turísticos, reflete a realidade que somente combatentes conseguem ver de perto em pontos de difícil acesso.

Incêndio florestal destrói ponte de madeira no Pantanal de MS

Incêndio florestal destrói ponte de madeira no Pantanal de MS

A ponte fica na MS-228, que leva o nome de Estrada Parque. A via é toda de chão e como esse ano não teve cheia no Pantanal, está tudo seco, o que faz com que o fogo se alastre mais fácil. O trecho da rodovia foi interditado pela Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos (Agesul).

Para se ter uma ideia da rapidez com que se o fogo se alastra, em abril, a estimativa do Corpo de Bombeiros era de que o fogo já tinha destruído 220 mil hectares no período de cerca de dois meses. A área é equivalente a quase duas vezes o tamanho do município do Rio de Janeiro (120 mil hectares, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE).

O número de focos na região já é o maior número mapeado pelo Inpe, no período desde 1998, ano em que o monitoramento começou a ser realizado.

Por Cristiano Gomes, Aguinaldo Soares e Nadyenka Castro, TV Morena e G1 MS

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