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Rede de trens em Hong Kong suspende todos os serviços; operadora alega ‘vandalismo’


Manifestante põe fogo em estação de trem em Hong Kong em noite de protestos de sexta-feira (4) — Foto: Tyrone Siu/Reuters

A operadora de trens e transportes MTR Corp anunciou a paralisação de todos os serviços em Hong Kong neste sábado (5) devido ao que chamou de “vandalismo malicioso”. O anúncio foi feito horas depois de o governo do território semiautônomo aprovar lei de emergência para conter os protestos.

Em comunicado, a empresa MTR alegou que a equipe da conservação dos trens “precisou garantir a própria segurança antes de poder verificar os extensos danos nas estações”. A operadora ainda acrescentou que pode rever a suspensão no domingo.

A paralisação inclui o serviço expresso de trens ao aeroporto de Hong Kong. A companhia aérea Cathay Pacific pediu que passageiros procurassem ônibus ou outras formas de locomoção para evitar atrasos.

Lei de emergência

Homem com máscara atrás da cabeça participa de protestos no distrito comercial central de Hong Kong nesta sexta-feira (4). — Foto: Mohd Rasfan/AFP

Homem com máscara atrás da cabeça participa de protestos no distrito comercial central de Hong Kong nesta sexta-feira (4). — Foto: Mohd Rasfan/AFP

A chefe do Executivo de Hong Kong, Carrie Lam, anunciou na sexta-feira a aplicação de uma lei de emergência, que não era utilizada desde 1967, para proibir o uso de máscaras por manifestantes, em uma tentativa de acabar com meses de protestos violentos.

“Acreditamos que a nova lei terá um efeito de dissuasão nos manifestantes violentos e ajudará a polícia em sua missão de manter a ordem”, afirmou Lam em uma entrevista coletiva.

Um manifestante durante um dos atos em Hong Kong, em 1 de outubro de 2019 — Foto: Philip Fong / AFP

Um manifestante durante um dos atos em Hong Kong, em 1 de outubro de 2019 — Foto: Philip Fong / AFP

A medida faz parte de poderes de emergência da era colonial invocados por Carrie Lam. Além da proibição das máscaras, as leis de emergência permitem que sejam implementados toques de recolher, censura da mídia e controle de portos e de transportes.

Quem não respeitar a regra poderá ser multado em até 25 mil dólares de Hong Kong, o equivalente a cerca de R$ 13 mil.

A chefe executiva não confirmou nem descartou a possibilidade de outras ações além da proibição das máscaras serem adotadas. Ela afirmou que o território corre sério perigo, mas não está em estado de emergência.

Por G1

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