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Segunda onda na Europa: animais passam coronavírus para humanos

Vison: na Dinamarca, animal transmitiu a covid a 12 pessoas; 15 milhões de mamíferos serão sacrificados (Arterra/Universal Images Group/Getty Images)

Cerca de 15 milhões de visons, pequenos mamíferos semelhantes às doninhas, deverão ser sacrificados na Dinamarca para impedir a propagação de uma mutação da covid-19. Segundo o governo dinarmaquês, os animais já transmitiram a doença a pelo menos 12 pessoas. Até agora, é o único caso conhecido de transmissão para humanos.

Também há uma preocupação sobre a eficácia da vacina em relação a cepa do vírus encontrada no organismo dos animais. A Dinamarca é a maior produtora mundial de peles de visons. Nos últimos meses, houve aumento da propagação do coronavírus nas fazendas que criam esses animais no país. Com humanos sendo infectados pela mutação do vírus observado nos visons, o governo local tomou a decisão de exterminar os animais.

A decisão ocorre em um momento em que a Europa é atingida pela segunda onda da pandemia, que acontece em razão de uma mutação do vírus.

A Itália registrou 30.550 novos casos nesta quarta-feira, dia, 4, e 352 mortes. É o maior pico da doença em muitos meses. O país decretou novas medidas de restrição, com toque de recolher e o fechamento de cinemas e academias de ginástica. Bares e restaurantes terão de fechar às 18 horas. As escolas, no entanto, permanecem abertas. As novas regras valem até o dia 3 de dezembro.Veja também

Com 36.000 novos casos, a França também anunciou um novo lockdown. Pelo menos até dezembro, os franceses poderão sair de casa somente para ir ao trabalho, ir à escola ou universidade e comparecer a consultas médicas. Todos os serviços não essenciais permanecerão fechados, incluindo bares e restaurantes.

A Alemanha adotou regras semelhantes, com o fechamento de academias de ginástica, bares, restaurantes, cinemas e espaços para eventos. Outros países europeus também tentam se proteger da nova onda do coronavírus. O Reino Unido determinou um lockdown e a Polônia se prepara para implementar uma nova quarentena.

Por Carla Aranha / Exame

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