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Venda de imóvel vira encrenca, com acusação mútua entre advogados

Policial militar em imóvel que é alvo de disputa judicial. (Foto: Reprodução de processo)
CREDITO: CAMPO GRANDE NEWS

Advogada contra advogado. É a pendenga que caiu nas mãos da seção da OAB (Mato Grosso do Sul) nesta segunda-feira (4), quando Rita de Cássia Felismino Pinto protocolou representação contra o colega Luiz Carlos Lanzoni Junior, de 44 anos. O assunto também virou caso de polícia.

A história tem a ver com disputa por imóvel no Jardim Aeroporto, fruto de negociação complexa, que vem desde 2008. Os valores envolvidos, na época de contrato de compra e venda de 2019, passam de 900 mil reais.

O negócio desandou e colocou os causídicos em lados opostos, com registro de boletim de ocorrência pela advogada na Deam (Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher), no qual afirma ter sido vítima de calúnia, difamação e injúria por parte do colega de profissão. Segundo ela, isso ocorreu em 31 de março, na semana passada.

Ela diz que foi chamada no escritório de Lanzoni para tentar acordo. Diz que que ele exigiu que fosse sozinha, mas não o fez, levando o genro. Lá, afirma, foi destratada e ameaçada. As ofensas, relata, continuaram em áudios por celular. Rita de Cássia prometeu apresentar o conteúdo à Polícia Civil.

Segundo afirma, Lanzoni disse até que tinha conhecidos na Justiça que poderiam prejudicar a vida dela. Esse inquérito ainda vai ter andamento.

Na OAB – “Ameaçador, manipulador, intimidador, discriminador, oportunista e enganador” foram palavras usadas por Rita de Cássia para descrever o advogado em documento protocolado na OAB contra ele.

Ouvida, a entidade disse que a reclamação será avaliada, com andamento sigiloso.

Luiz Carlos Lanzoni é alvo de denúncia judicial na qual a principal figura é o juiz Aldo Ferreira da Silva Júnior, afastado por suspeita de corrupção da 5ª Vara da Família e Sucessões de Campo Grande. Nesse processo, já foram bloqueados mais de R$ 25 milhões.

Lanzoni, ao ser procurado, negou que proferido qualquer ameaça à advogada. Segundo ele, os áudios da conversa podem comprovar isso.

Na ação de reintegração de posse movida por ele, o juiz responsável, Alexandre Correa Leite, da 13ª Vara Cível, decidiu contrário aos interesses da advogada e do genro, determinando a desocupação do lugar.

Na leitura do magistrado, ainda não se tem certeza sobre a extensão da participação de cada um dos réus e de quem é, de fato a propriedade do imóvel de 2,8 mil metros quadrados.

Por Marta Ferreira – CREDITO: CAMPO GRANDE NEWS

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