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Vídeo mostra homem após assassinar esposa e antes de cometer suicídio


Andre Luis Perrinchelli Cavalheiro e a sicóloga Leonisse Micheli moraram em Bataguassu até o ano passado (Foto: Reprodução Redes Sociais)

O sul-mato-grossense André Luis Perrinchelli Cavalheiro, encontrado morto em um hotel no Paraná após assassinar a facadas a psicóloga Leonisse Micheli Kobelnik, de 31 anos, sofria de doenças psiquiátricas e estava afastado do trabalho há mais de dois anos. O casal tinha uma filha de 3 anos.

Ele matou a esposa em Ivaí (PR) e foi encontrado morto com um tiro na cabeça em um hotel de Ponta Grossa (PR), a 92 quilômetros do local do assassinato. Em vídeo divulgado pela imprensa local (veja no fim da matéria), é possível ver André se registrando no estabelecimento, aparentemente tranquilo, quando já era procurado pela polícia. O homem aparece nas imagens de chapéu, momentos antes do corpo dele ser encontrado. A polícia trabalha com a hipótese de suicídio.

Conforme apurado pela reportagem, André trabalhava como eletricista industrial em Bataguassu – a 335 quilômetros de Campo Grande – mas no inicio de 2017 precisou ser afastado após ser diagnóstico de transtorno afetivo bipolar e síndrome do pânico. Por conta disso, passou a receber auxílio-doença.

Inicialmente, o pagamento tinha data para acabar, com “alta programada”. Mas sem melhora no tratamento, André pediu prorrogação do benefício. Na tentativa de voltar a receber o valor, que foi cancelado ao fim do prazo, passou por uma nova perícia no INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) em junho de 2018. Os exames constataram quadro de transtornos psicológicos, que ainda incluía ansiedade generalizada e depressão leve.

Mais de um ano depois do início do processo, a juiz da Comarca de Bataguassu deferiu o pedido e determinou que André recebesse o auxílio por 24 meses, e também todos os pagamentos vencidos desde a data da suspensão do beneficio, ao seja, agosto de 2017. O valor, segundo a justiça ultrapassava R$ 57 mil, mas o INSS recorreu alegando que o cálculo correto somada R$ 52 mil. Ainda não há decisão para o pedido.

Entenda – Leonisse Micheli Kobelnik foi encontrada amordaçada e com vários ferimentos de faca na manhã de ontem, na casa que morava com a família no município de Ivaí, no Paraná, após um parente ligar para a polícia de denunciar André. Por telefone a testemunhas contou que o marido da psicóloga deixou a filha do casal com ela, em Ponta Grossa, e estava visivelmente transtornado.

Pouco depois, André divulgou fotos da esposa morta em conversas de WhatsApp e ainda invadiu o acessado o Facebook da mulher, onde publicou fotos íntimas de Leonisse e outras imagens de conversas da vítima em aplicativo de troca de mensagens.

Nas redes sociais, ele afirmou que a mulher tinha um relacionamento extraconjugal. “Ela ia me matar, ou me mandar para a cadeia, como fez uma vez”, escreveu em uma das mensagens. André ainda tenta “justificar” o crime no texto, diz que foi chamado de esquizofrênico e que não mantinha relações sexuais com a esposa há anos. Com palavras escritas erradas, crítica o feminismo e quem vê a morte da mulher como algo errado.

“Ta quando se fere o direito de uma pesso se defender graças a maria da penha e o fenismo, vao a merda todos vcs, que repudiam pois queria que fosse com um filho ou uma filha sua que sofresse oque eu sofri”, escreveu.

Por: Geisy Garnes / Campo Grande News

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